segunda-feira, 30 de maio de 2011




Ave Cheia de Graça”: O “Sim” que mudou uma vida



Quando o anjo Gabriel anunciou a Maria sobre a sua missão Ele a abordou de um modo todo especial dizendo-lhe: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1,28). Maria viu-se perturbada naquele momento, pois não sabia que tinha sido ela a escolhida por Deus para trazer ao mundo o salvador das nossas almas. E o anjo para acalmá-la disse-lhe “Não temas, Maria, pois encontrastes graça diante de Deus” (vers. 30). Veja quão grande missão Deus incumbiu Maria, a de ser a mãe do Salvador, a mãe daquele que um dia padeceria pelos pecados da humanidade. Maria foi obediente a sua missão, tanto que ela disse para o anjo “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (vers. 38).

Quantas vezes meu irmão, minha irmã, você tem dado uma resposta de obediência a Deus? Maria perturbou-se, mas não hesitou em obedecer, pois sabia que Deus tinha um plano maior para a sua vida e para a vida daquele que seria gerado em seu ventre pelo poder do Espírito Santo. Você tem dito “sim” aos projetos de Deus para a sua vida? A partir do momento que Maria disse “sim” a Deus toda a sua história de vida mudou.

E você, o que pode me dizer a este respeito? Você tem deixado o Espírito Santo agir inteiramente sobre a tua vida, nas tomadas de decisões, nos planos para o futuro? Você tem sido obediente aos projetos de Deus para a tua vida ou você tem vivido uma vida onde Deus não se faz presença. Sabia que somos responsáveis pelas nossas escolhas sejam elas boas ou más? E que independente das nossas decisões um dia prestaremos contas a Deus de tudo que fazemos?

Maria em seu cântico disse que a partir daquele dia (em que disse sim a Deus) seria proclamada “Bem aventurada” por todas as gerações, pois pela sua obediência a Deus, aquela mulher tão simples, tão pura tornaria -se à mãe do nosso Redentor.

Por que não dizer “SIM” agora para Deus, para que Ele promova uma mudança total em sua vida. Faça como Maria, diga a Deus que você aceita que a vontade dEle se cumpra na sua vida. De que adianta ganhar o mundo inteiro e não ter a vida eterna? Diga “SIM” a uma mudança de vida conduzida pelo Espírito Santo. Diga “SIM” aos cuidados de Deus sobre tua vida, teus atos, pensamentos e atitudes. Diga “SIM” para que o Espírito Santo produza em ti frutos de bondade, amor , misericórdia e perdão.

Quando você sentir dúvida sobre o que fazer, peça a Deus que o ilumine, assim, como Ele acolheu a Mãe do Salvador, também te acolherá, pois Ele não quer que nenhum de nós se perca. Diga seu “SIM” a Deus para que Ele cuide de ti e te ampare sob a sua sombra, como diz o salmista “Tu, que habitas sob a proteção do Altíssimo, que moras a sombra do Onipotente...” (Sl 90).

Meu querido e amado irmão o que você está esperando? Deus tem grandes coisas a te revelar, mas Ele precisa ouvir o teu “SIM”, abre o teu coração e diz como Maria “Faça-se em mim Senhor segundo a tua vontade” e deixa Deus guiar os teus passos até a salvação. Deus jamais abandonou Maria, Ele também jamais te abandonará. Dê o seu “Sim” para Ele, que Ele fará grandes maravilhas e cumprirá todas as suas promessas para a tua vida. Estará contigo em todos os momentos, sejam eles de alegria ou de dor, Deus jamais te deixará, como certa vez disse a Josué “Jamais te deixarei nem te desampararei”. Creia na palavra de Deus, e deixe Deus penetrar no íntimo do teu coração, deixe que Ele faça morada dentro de ti, e aí poderás experimentar da verdadeira felicidade a de ser fiel e obediente ao criador e poder estar sob os seus cuidados para sempre.

Francilene Costa

sexta-feira, 27 de maio de 2011




Por que é importante cadastrar seu Grupo de Oração?

Recentemente, atingimos a marca dos 9 mil Grupos de Oração cadastrados em nosso Portal. Apenas alguns dias depois, esse número havia se superado e já chegou a casa dos 9.070 GOs. Esse avanço na quantidade de Grupos inscritos em nosso sistema é prova de que, cada vez mais, nosso Movimento vive em comunhão. Estimamos que existam cerca de 20 mil GOs em todo Brasil. Queremos juntos atingir a meta dos 100% cadastrados!


Mas porque é importante cadastrar seu Grupo de Oração? É simples. Através do cadastro podemos conhecer quem são nossos Grupos e isso tem uma importância enorme, já que eles são nosso maior tesouro enquanto Movimento. Além disso, todas as pessoas que acessarem nosso Portal terão acesso ao local, dia e horário de seu Grupo. Este também é um espaço para que a coordenação divulgue eventos realizados como Seminários, Experiências de Oração e outros encontros


Atualmente, o estado que lidera nossa listagem em quantidade de Grupos de Oração é São Paulo, com 2.134 GOs cadastrados. Na sequência, vem Minas Gerais, com 1.214 Grupos inscritos. Seguido pelo Paraná, com 1100 Grupos.

Tocantins atingiu a marca de 100 Grupos de Oração cadastrados. O município de Araguaína é o que mais tem Grupos na lista, 22 no total. Seguido por Palmas que tem 14 Grupos. Clique aqui para conferir todos os GOs cadastrados de nosso país.

Se você não encontrou seu Grupo não perca tempo e efetive o cadastro. Apenas o coordenador pode preencher os dados, se você não está nesta função, o auxilie. Basta clicar aqui
Saiba MaisChegamos a marca de 9 mil Grupos de Oração cadastradosSAVIC? Cadastro Nacional de Grupos de Oração?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dia 25 de Maio, Dia de Intercessão pela Juventude


“Vivemos em tempos difíceis e necessitamos que a Santíssima Virgem nos ajude a conservar e defender a fé cristã.” (Dom Bosco)

Dom Bosco que fez uma opção pela vida dos jovens, foi aclamado pelo Papa João Paulo como o “Pai da Juventude”, tinha uma profunda devoção a Nossa Senhora Auxiliadora, a chamava de Mestra. O dia que celebramos a festa de Maria Auxiliadora é 24/05.

E neste dia 25 de Maio, dia da Intercessão pela Juventude, Rogamos a Intercessão de Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos por toda essa juventude SENTINELA DA MANHÃ!



Vamos pedir a Intercessão da Virgem Auxiliadora:

Pelos nossos Encontros Regionais: As caravanas que estão se preparando para ir aos encontros, pela estrutura, parte financeira, servos e tudo mais que os encontros estejam precisando.

Pela Missão Europa: Por todos os missionários que estão se preparando para ir a esta missão, que Nossa Senhora interceda por todos os projetos que eles estão realizando nas suas dioceses e estados para conseguirem estar participando da Missão antes da JMJ. E as pessoas q serão tingidas pela nossa evangelização casas, famílias e jovens.

Por toda a juventude Sentinela da Manhã: Que o Espírito Santo de Deus nos encha de Parresia, valentia missionária, para que tenhamos uma Juventude realmente Sentinela, Testemunha, Apóstola da Efusão do Espírito Santo. Que seu Sim seja Sim.

Pelo Curso do IEAD 'Sentinelas da Manhã’: Por todos que irão receber e aplicar essa formação

Intenções Particulares de cada Estado e Diocese Nossa Senhora Auxiliadora, Rogai por Nós!

Dom Bosco, Rogai por Nós!

Beato João Paulo II, Rogai por Nós!



ORAÇÃO A NOSSA SENHORA AUXILIADORA

(composta por São João Bosco)

Ó Maria, Virgem poderosa,

Tu, grande e ilustre defensora da Igreja,

Tu, Auxílio maravilhoso dos cristãos,

Tu, terrível como exército ordenado em batalha,

Tu, que, só, destruíste toda heresia em todo o mundo:

nas nossas angústias, nas nossas lutas, nas nossas aflições,

defende-nos do inimigo; e na hora da morte,

acolhe a nossa alma no paraíso.

Amém.



Simone Emmanuelle (Comissão de Espiritualidade)

segunda-feira, 23 de maio de 2011



Irmã Dulce é beatificada em Salvador

Irmã Dulce (1914-1992) foi beatificada no final da tarde deste domingo, em cerimônia realizada no Parque de Exposições de Salvador, com a presença de cerca de 70 mil fiéis.
Presidiu à cerimônia o cardeal Geraldo Agnelo, arcebispo emérito de Salvador. Estavam presentes o núncio apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, o arcebispo de Salvador, Dom Murilo Krieger, entre outros clérigos.



A imagem oficial da beata Irmã Dulce estava colocada no palco e foi descerrada ao final da missa.
Milhares de pessoas estavam reunidas no Parque de Exposições desde o início da tarde. Antes da missa de beatificação, houve shows, testemunhos e a encenação de uma peça de teatro que retratou a vida de Irmã Dulce.



Cláudia Cristina, que recebeu o milagre por intercessão de Irmã Dulce – a cura de uma forte hemorragia não controlável durante o parto –, emocionou-se ao falar da graça, reconhecida pelo Vaticano no processo de beatificação.



"Estou muito agradecida. Confio em Deus e não sabia da história de Irmã Dulce, mas o milagre é incrível. Por tudo que passei, não era para eu estar aqui hoje. Basta crer, que tudo é possível. Eu acredito totalmente no milagre", disse, entre lágrimas, segundo refere o jornal A Tarde.



Os pequenos atos de amor de Irmã Dulce se traduziram em grandes obras sociais: ela fundou a União Operária de São Francisco, um movimento cristão de operários na Bahia.



Mais tarde, começou a refugiar pessoas doentes em casas abandonadas em uma ilha de Salvador. Expulsa do lugar, ela peregrinou durante uma década, levando os seus doentes por vários lugares.



Por fim, instalou-os no galinheiro do Convento Santo Antônio, que improvisou em albergue e que deu origem ao Hospital Santo Antônio, o centro de um complexo médico, social e educacional que continua com as portas abertas para os pobres da Bahia e de todo o Brasil.



O incentivo para construir a sua obra, Irmã Dulce teve do povo baiano, de brasileiros dos diversos estados e de personalidades internacionais. Em 1988, ela foi indicada pelo governo brasileiro para o Prêmio Nobel da Paz.



Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouviu do Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra. Os dois voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil.
João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar Irmã Dulce, já bastante debilitada, no seu leito de enferma.



Fonte: ZENIT



Papa escolhe ‘Jovens’ como tema da Jornada Mundial da Paz 2012


O papa Bento XVI anunciou na última semana, o tema para a celebração da próxima Jornada Mundial da Paz, a ser realizada em primeiro de janeiro de 2012. A Jornada, que estará na sua edição de número 45, será guiada pela temática “Educar os Jovens à Justiça e à Paz”.

Escutar e valorizar as novas gerações na realização do bem comum e na afirmação de uma ordem social justa e pacífica, na qual possam ser expressos e realizados plenamente os direitos e as liberdades fundamentais do ser humano. Promover essa ideia é um dos objetivos do evento, levando em consideração que é um dever das atuais gerações dar condições às futuras para que construam um “mundo novo”, baseado nesses valores.

Segundo comunicado da Santa Sé para essa Jornada, os responsáveis públicos são chamados a operar de modo que instituições, leis e ambientes sociais sejam permeados por uma humanidade capaz de oferecer às novas gerações oportunidade de realização pessoal e profissional. E que assim seja possível construir a civilidade do amor fraterno, coerente com as mais profundas exigências de verdade, liberdade, amor e justiça para todos os seres.

O tema escolhido por Bento XVI insere-se no contexto da “pedagogia da paz”, delineada por João Paulo II: em 1985, com “a paz e os jovens caminham juntos”; em 1979, com “para chegar à paz, educar à paz”; e, em 2004, “um empenho sempre atual: educar para a paz”.

Fonte: CNBB


Novena nos prepara para solenidade de Pentecostes

A festa de Pentecostes será comemorada no dia 12 de junho. Portanto, estamos há menos de um mês desta celebração. Algumas pessoas e Grupos de Oração já estão realizando a Novena de Pentecostes de forma semanal desde meados de abril. Se você pretende começar a novena em preparação a esta solenidade que comemora a base de nosso Movimento que é o batismo no Espírito Santo, chegou a hora de se preparar. Leia os subsídios e entenda melhor a importância desta oração.


A novena de Pentecostes foi proposta pelo papa Leão XIII, na ocasião em que o pontífice dedicou o século XX ao Espírito Santo. Ela foi uma resposta às várias correspondências que a Beata Elena Guerra o enviou, mostrando que a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade estava esquecida dentro da fé cristã. A Novena de Pentecostes é a única litúrgico-oficial da Igreja Católica.

Existe um livreto da RCCSHOP com textos para meditação sobre o Espírito Santo, algumas orações no intuito de facilitar a realização da Novena. Clique aqui para adquirir ou ligue para (53)3227-0710.

Participe conosco dessa Novena. Vamos unir nosso Movimento em torno desta mesma oração. Dessa forma, chegaremos ao dia de Pentecostes fortalecidos e agraciados pelo poder do Paráclito.
Saiba Mais
Já é hora de se preparar para Pentecostes!

quinta-feira, 19 de maio de 2011



Mês de Maria nos impulsiona a retomar práticas espirituais

Maria, mãe de Jesus, é o melhor exemplo que nós, católicos, temos como incentivo para rezar e nos aproximarmos de Deus. Com seu jeito doce e singelo, Maria nunca deixava de recorrer ao Senhor seja qual fosse a situação. Ela pedia que ele sempre estivesse à frente de sua vida e suas atitudes. E como ela fazia isso? Através de ações que hoje chamamos de práticas espirituais.

Dentre estas práticas propostas pela Igreja, temos a oração, a leitura orante da Bíblia, adoração, rosário, jejum e o sacramento da confissão. Com certeza, Maria orava a todo tempo, meditava a Palavra de Deus e as palavras de seu filho. Também podemos ter certeza de que Maria jejuava e adorava a Jesus, mesmo quando ainda estava em seu ventre.

Vamos fazer de Maria nosso modelo de santidade. Nesse mês de maio, período em que a Igreja celebra a mãe de Jesus, vamos pedir a ela, que era uma verdadeira amiga de Deus, nos motive a voltar a rezar e a retomar tais práticas. Peçamos sua intercessão junto a Cristo para que permaneçamos firmes em nossa caminhada espiritual.

Nesta temporada do Projeto Amigos de Deus, iniciada já no mês de abril, somos chamados a viver de maneira mais intensa a adoração ao Santíssimo Sacramento e a confissão. Clicando aqui você terá acesso a um material que explica passo a passo como realizar o projeto em nossa vida ou em nosso Grupo de Oração, em comunhão com os outros servos.

Ainda dá tempo de iniciar sua retomada às práticas espirituais. Muitas vezes, passada a empolgação de início de caminhada dentro da Renovação Carismática, vamos abandonando estas ações que são base fundamental de nossa vida espiritual.

quarta-feira, 18 de maio de 2011



Mobilize seu Grupo de Oração para a Missão Pentecostes

Este ano, a Renovação Carismática Católica do Brasil vive a moção “Por causa da Tua Palavra, lançaremos as redes”. A passagem de Lucas 5,5 direciona nosso povo a sair em missão e levar a Palavra de Deus a todos os cantos.

Não podemos ficar parados, estagnados em nossos Grupos de Oração e comunidades. Jesus pede que façamos mais, pede para irmos além. Ele quer que deixemos para trás as paredes das Igrejas e nos coloquemos em marcha para resgatar os irmãos para Seu coração.

Baseado nisso, somos convidados a viver a festa de Pentecostes também em missão. A proposta, lançada ainda no ENF 2011, foi preparada pela Comissão de Formação da RCCBRASIL, que organizou um material de apoio para que preparemos a missão dentro de nossos Grupos e paróquias. Este material já está disponível para download em nosso portal. É um subsídio gratuito que vai ajudar na organização e formação para as duplas que sairão em missão pelas casas de várias partes do país.

Mobilize seu Grupo de Oração! Participe conosco deste tempo de missão e desta festa tão importante para a RCC, já que Pentecostes celebra uma das maiores graças vividas pelo nosso Movimento, o batismo no Espírito Santo. Quanto mais lares visitarmos, mais pessoas terão oportunidade de conhecer a Cultura de Pentecostes, semeada por nós!

Se seu GO já está realizando a missão envie seu testemunho para nós pelo dpto.comunicacao@rccbrasil.org.br
Clique aqui para baixar os dois arquivos do material de apoio:
- Projeto Missionário- Querigma
Saiba Mais
Missão de Pentecostes: já baixou os subsídios?

terça-feira, 17 de maio de 2011

MOÇÃO PROFÉTICA

Como saber se somos luz?

“Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor: comportai-vos como verdadeiras luzes. Ora, o fruto da luz é bondade, justiça e verdade. Procurai o que é agradável ao Senhor, e não tenhais cumplicidade nas obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, condenai-as abertamente. Porque as coisas que tais homens fazem ocultamente é vergonhoso até falar delas. Mas tudo isto, ao ser reprovado, torna-se manifesto pela luz." Ef 5, 8-13

Proceder dos filhos de Deus

Nós costumamos ler esta passagem para justificar a nossa atitude ao denunciar as coisas erradas que os outros fazem, porém esquecemos um detalhe muito importante: só quem é luz pode lançar luz sobre as circunstâncias e sobre os outros. Se a treva tem a pretensão de lançar luz, ela só lançará mais trevas, gerará confusão, discussões, julgamentos arbitrários e divisões.

Como saber se somos luz? Como saber se temos autoridade espiritual para denunciar o erro? Essa passagem de Efésios nos esclarece, ao dizer: o fruto da luz é bondade, justiça, verdade. Se estivermos agindo com bondade, realmente querendo a edificação dos outros e não estamos agindo por vingança, por despeito, para ver os outros se darem mal, então estamos na luz. Se estivermos agindo com base na verdade e não nos boatos, nas suposições, nos preconceitos, então estamos na luz. Se formos justos, dando aos outros o direito que eles têm à dignidade e ao respeito, então estamos na luz. Estamos na luz quando seguimos os ensinamentos daquele que á a Luz, a Verdade, a Vida, quando o amamos e colocamos sob seu Senhorio toda a nossa vida.

Devemos denunciar as obras das trevas, não nos calarmos, mas lembremos: a luz só se derramará sobre a situação denunciada se nós formos luzes. Para os seguidores de Jesus Cristo é assim, tudo deve ser feito com coerência de vida e testemunho, com profunda adesão ao evangelho e com temor de Deus.

ORAÇÃO: Senhor, envia teu Espírito para santificar as motivações do meu coração e as justificativas que eu dou para fazer as coisas. Que eu possa sempre ter como justificativa dos meus atos o desejo de fazer a tua vontade, segundo a tua Palavra e os teus ensinamentos. Que o Espírito Santo revelador venha em todos os momentos me revelar como a tua Palavra se coloca diante das situações e explica os acontecimentos. Amém.


Quinzena da Ação entre Amigos







No dia 31 de julho acontecerá, em Aracruz/ES, o sorteio de três carros zero quilometro pela “Ação entre Amigos Nossa Casa, Nossa Benção”, promovida pelo RCCBRASIL. Temos, portanto, pouco mais de 2 meses para arrecadar o maior valor possível para que possamos ajudar a construir o sonho da nossa Sede Nacional. Para tanto, o portal da RCCBRASIL lança um desafio. De hoje (10) até a quarta-feira (25), estamos vivendo o período da QUINZENA DA AÇÃO ENTRE AMIGOS! Durante estes dias, de que forma você é capaz de ajudar nesta campanha? De que forma podemos aproveitar, ao máximo, estes próximos 15 dias?

Os carnês foram distribuídos durante o ENF 2011. Desde lá, muitos deles podem ter ficados esquecidos em nossas gavetas e bolsas. O primeiro passo então é o RESGATE DOS CARNÊS! Mobilize os amigos, seu Grupo e os outros Grupos de Oração de sua cidade ou diocese. Vamos fazer com que todos se lembrem da missão de levar adiante estes cupons e ajudar nas atividades da Renovação Carismática do Brasil.

O próximo passo é a VENDA DOS CUPONS! Com os carnês em mãos vamos organizar uma pequena estratégia de vendas. Se já ofereceu a Ação entre Amigos em seu GO, ofereça novamente. Sempre haverá um participante que foi ao Grupo pela primeira vez e pode se interessar em ajudar. Ao final da reunião, nunca deixe de falar sobre a campanha e esteja sempre em posse de um carnê.

Expanda os limites, não fique apenas dentro dos GOs e paróquias. Aproveite almoços em família, festas, encontros entre os vizinhos, reuniões na escola dos filhos, aniversários de parentes, enfim, aproveite pequenas oportunidades onde haverá pessoas que ainda não conhecem a campanha, nem mesmo a RCC. Nesse sentido, o ambiente profissional é um lugar muito importante. Nele podemos encontrar diferentes tipos de pessoas, colegas de trabalho que podemos contar e também falar de Jesus.

Uma dica: Não simplesmente tente vender um cupom. Fale sobre a RCC, mostre as pessoas como é este Movimento que tem sido instrumento de Deus na sua própria vida, dê seu testemunho! Fale do projeto da “Nossa Casa, Nossa Benção”, que será espaço de todos, de acolhida de povos do mundo inteiro, lugar de graça, terra que Deus preparou para seus filhos. Você também estará evangelizando assim!

O terceiro passo é a DIVULGAÇÃO DA CAMPANHA! Se você já comprou, ajude então na divulgação da Ação entre Amigos. Não perca a oportunidade de falar sobre esta campanha. Se no seu Grupo de Oração não existe uma pessoa que mobilize a campanha, seja você a tomar esta atitude. Converse com os outros servos do GO, incentive participantes de ministérios e comunidades, leve os carnês para os eventos da RCC na sua cidade.

Para que você saiba exatamente o que está oferecendo:

A “Ação entre amigos Nossa Casa, Nossa Bênção” foi criada como uma das formas de arrecadar recursos para a construção da Sede Nacional da RCCBRASIL, em Canas/SP e para os projetos de evangelização, presentes nos estados.
Para participar basta ser pessoa física maior de 18 anos, adquirir um dos cupons numerados ao custo de R$10,00 e torcer para ser contemplado no sorteio que será realizado no dia 31 de Julho de 2011 no Congresso Estadual da RCC em Aracruz/ ES.
Clique aqui para ler o regulamento completo da campanha
Ajude a RCCBRASIL a continuar semeando a Cultura de Pentecostes!
Saiba Mais:
“Nossa Casa, Nossa Bênção” Vamos nos engajar nessa campanha!

segunda-feira, 16 de maio de 2011





CASTIDADE:PORQUE E PARA QUE?






Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que eviteis a impureza; que cada um saiba possuir seu corpo santa e honestamente, sem se deixar levar pelas paixões desregradas, como os pagãos que não conhecem a Deus. Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade. Por conseguinte, desprezar estes preceitos é desprezar não a um homem, mas Deus, que nos deu o seu Espírito Santo” (1Ts 4, 3-5.7-8)

Em primeiro é preciso fazer uma distinção. Temos de entender bem os termos usados para que não se faça confusão. Quando falamos em castidade, usamos palavras como sexualidade e genitalidade. Cada um engloba um aspecto diferente do assunto. Por ‘sexualidade’ entendemos o conjunto de características físicas, psíquicas, de personalidade que compõem o homem ou a mulher e que os determinam como tal, através das quais eles se relacionam com o mundo, com os outros e consigo mesmos. Desde a voz à maneira de pensar e encarar as diferentes situações da vida, tudo é determinado pela sexualidade. “A sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana, na sua unidade de corpo e alma. Diz respeito particularmente à afetividade, à capacidade de amar e de procriar e, de uma maneira mais geral, à aptidão a criar vínculos de comunhão com os outros” (CEC 2332).

O termo ‘genitalidade’ refere-se ao que está relacionado com o ato sexual em si, os órgãos genitais, sua utilização e funcionamento.
Feita essa ressalva, vamos à castidade. Muitas pessoas aceitam bem o chamado e o Amor do Pai, até encontrar versículos como os citados no início do texto. A cultura hedonista que nos rodeia insiste em tentar convencer-nos de que isso nada mais é do que uma proibição, uma castração, que nada há de útil no sexto mandamento, que o presente passa rápido e que devemos vivê-lo intensamente, aproveitando todo o prazer que possamos retirar dele.
Santo Agostinho nos lembra o papel fundamental da castidade na vida cristã. Ela nos leva à intimidade divina que perdemos com o pecado original. Nela exercitamos o autodomínio, uma das características de Adão antes da queda. “O domínio do mundo que Deus havia outorgado ao homem desde o início (cf. Gn 1, 28-30) realizava-se antes de tudo no próprio homem como domínio de sim mesmo” (CEC 377). O ‘dominar a si mesmo’ é um passo fundamental para reconquistar a intimidade com Deus.

Antes de prosseguir falando sobre a castidade, vale fazer uma pequena reflexão sobre ‘liberdade’. Dominar a si mesmo não significa perder a liberdade. O ‘espírito do mundo’ teima em dizer que o homem é livre para fazer o que bem entender. A Palavra de Deus nos diz que o homem é livre sim, e nos ensina a verdadeira liberdade: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Tudo me é permitido, mas não me deixarei dominar por coisa alguma” (1Cor 6, 12). Um do maiores dons de Deus para nós é a nossa liberdade. Mas liberdade não é fazer simplesmente o que quiser, quando quiser. Quando fazemos isso, nos deixamos dominar pelo desejo, pela vontade. Isso é o mundo não entende. Ser livre não é fazer tudo o que o meu desejo pede, mas sim submetê-lo à razão mergulhada no Espírito Santo. Essa razão, submetida ao Espírito e dominadora dos meus desejos, vai me levar para o céu. Quando nos deixamos dominar pelos nossos desejos, rumamos para a morte. “O salário do pecado é a morte” (Rm 6, 22).

Escolher o pecado, escolher a mote é deixar-se levar pela natureza tendente ao pecado. Todas as vezes que escolhemos a droga, não estamos verdadeiramente escolhendo. Não estamos exercendo a liberdade, mas a necessidade de fugir da realidade que não se quer enfrentar. A verdadeira liberdade está em escolher a Deus, pois isso me fará voltar ao estado inicial da criação, antes do pecado original, quando havia harmonia em plenitude entre o homem e o seu Criador (cf. CEC 377). “A liberdade é o poder, baseado na razão e na vontade, de agir ou não agir, de fazer isto ou aquilo, portanto de praticar atos deliberados. Pelo livre-arbítrio, cada qual dispõe sobre si mesmo. A liberdade é no homem uma força de crescimento e amadurecimento na verdade e na bondade. A liberdade alcança sua perfeição quando está ordenada para Deus, nossa bem-aventurança” (CEC 1731). “Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não abuseis, porém, da liberdade como pretexto para prazeres carnais. Pelo contrário, fazei-vos servos uns dos outros pela caridade, porque toda a lei se encerra num só preceito: ‘amarás o teu próximo como a ti mesmo’” (Gl 5, 13). Além do conceito de liberdade, precisamos entender o sentido da palavra ‘temperança’. O dom da temperança é o domínio de si. Esse era o estado primeiro de Adão, que tinha domínio sobre toda a criação, inclusive sobre si mesmo. O autodomínio exercido na área da sexualidade chama-se castidade.

A castidade, como nos ensina o Novo Catecismo, “desabrocha na amizade”. Por que temos tanta dificuldade em cultivar amizades sinceras e verdadeiras? A cultura hedonista que nos cerca (mas não que nos domina!) gera um comportamento egoísta que tenta descobrir o prazer no outro. Antes mesmo de conhecer a outra pessoa, ela já é avaliada pela aparência. Afeto e carinho são sempre promessas de um prazer ou uma mensagem indireta para segundas intenções. Nossos jovens aprendem desde cedo a desconfiar do outro, principalmente das manifestações afetivas. É como se entre o ‘eu’ e o ‘outro’ houvesse sempre a barreira do ‘talvez’: ‘talvez ele esteja pensando em...’; ‘talvez ele queira...’.
A castidade acaba com essa dúvida através da certeza que só a sinceridade da pureza de Cristo traz. Quando somos castos, nossos relacionamentos também são castos. Assim, podemos confiar novamente uns nos outros. Não duvidamos das intenções do seu afeto. E não ficamos nos perguntando o que será que o outro vai pensar, como irá interpretar nossa atitude, porque sabemos que partilhamos o mesmo ideal. A castidade nos torna sinceros e verdadeiros amigos. Ela nos ensina a buscar a doação de si e não o orgulho egoísta de querer sempre o prazer, custe o que custar. Um sinal palpável dos relacionamentos castos é o ósculo santo. Não é um beijo como o mundo hodierno compreende. É uma saudação fraterna de respeito e afeto. Não busca prazer, é homenagem.
A castidade não pode ser conquistada pelas forças do homem. Ela é dom, graça, presente do Espírito Santo a todo aquele que pedir. Assim, não é possível tê-la apenas buscando um comportamento moralmente correto. Se a buscarmos dessa forma, podemos cair no simples e estéril moralismo, que por sua vez nos leva ao julgamento e acusação. Uma alma casta não julga e não acusa. Uma alma verdadeiramente casta busca edificar o outro através da doação e do exemplo simples, como Maria.
A virtude da castidade é uma dádiva, mas precisa ser cultivada. Como uma planta que nasce frágil, mas com o tempo se torna grande, frondosa e com forte tronco, assim é preciso cultivar a castidade. O primeiro passo é pedi-la a Deus. Ao pedi-la, sua semente já foi plantada por Ele em nosso coração. Depois é necessário reeducar a vida para permitir que essa semente brote. Essa reeducação consiste basicamente na fuga das ocasiões de pecado. Filmes, livros, revistas, relacionamentos, conversas, pensamentos, sites, tudo o que possa ser causa de queda precisa ser evitado. É claro que isso não significa um isolamento monástico, mas sim um controle do que chega aos nossos sentidos. “O domínio de sim mesmo é um trabalho em longo prazo. Nunca deve ser considerado definitivamente adquirido. Supõe um esforço a ser retomado em todas as idades da vida. O esforço necessário pode ser mais intenso em certas épocas, por exemplo, quando se forma a personalidade, durante a infância e a adolescência. [...] A castidade representa uma tarefa eminentemente pessoal. Mas implica também um esforço cultural” (CEC 2342.2344).
O alimento para a planta da castidade é a Palavra de Deus. A água que a rega é a oração, os sacramentos e o jejum. Este último é fonte riquíssima de castidade, pois ao jejuar colocamos todo o nosso corpo, nossos desejos, nossa natureza sob o domínio de Cristo. Quando caímos em tentação não podemos desanimar. Para isso temos o sacramento da reconciliação, através do qual suplicamos o perdão do Senhor e a força para não mais pecar. No confessionário, entregamos nosso pecado e recebemos a cura da alma. Sem confissão não há castidade. Outra questão importante para manter a castidade é conhecer-se a si mesmo. Saiba quais são os seus limites, não seja pego de surpresa pelas artimanhas do Mal. Reconheça seus limites e suas fraquezas diante Daquele que é a sua fortaleza.

A castidade é vibrante na pessoa de Jesus. É dele que temos de aprender a virtude. Ele nos ensina através de Sua Palavra e da Eucaristia. Por isso, só a obteremos se buscarmos, em oração, conhecer o próprio doador da castidade, Jesus nosso Senhor.
Ao contrário do que possamos pensar, a castidade não se refere apenas à abstinência sexual. Ela abrange toda a natureza do homem e da mulher. A castidade precisa atingir e influenciar todas as áreas da nossa vida: nossas palavras, nossos pensamentos e nossas atitudes. Não podemos ser castos se nossas palavras são de maledicência e murmuração ou malícia e ofensas. Não podemos ser castos se em nossos pensamentos tramamos, desejamos, julgamos. Não podemos ser castos se nossos atos, nossos gestos e até nosso vestuário são controlados pela sensualidade e pelo desejo.

Ser casto, neste ponto, não quer dizer que o jovem ou a jovem não possa ficar bonito ou se arrumar. Pelo contrário. Significa que eles devem ficar lindíssimos. Devem se arrumar, devem se cuidar, mas devem ter sempre como objetivo maior a beleza interior que guardam em ‘vasos de barro, o próprio Cristo Senhor. Cuidar da aparência chega a ser um ato de caridade com o irmão. Ninguém gosta de nos ver mal cuidados e largados. “Tudo o que é feito com desleixo é pecado”, dizia um padre. Antes devemos estar sempre reluzentes, conforme a vontade do Senhor: “Quando jejuardes, perfuma tua cabeça e lava o teu rosto” (Mt 6, 17).
Quando vivemos a castidade também não atentamos contra a santidade do irmão, mas desejamos levá-lo para mais perto do Senhor. Desta forma, pensamos como Paulo, quando falava dos alimentos impuros: “Cuidai em não pôr um tropeço diante do vosso irmão ou dar-lhe ocasião de queda” (Rm 14, 13). Isso quer dizer: ainda que o pecado não esteja na roupa ou no corpo (como não estava nos alimentos impuros), se isso pode causar a queda do irmão, já é motivo suficiente para o discernimento e o recato.

O homem é chamado a viver a castidade em todos os estados e momentos de vida. Em cada um, a castidade se manifesta de um modo particular, mas sempre tem os mesmos princípios. “A castidade há de distinguir as pessoas de acordo com seus diferentes estados de vida: umas na virgindade ou no celibato consagrado, maneira eminente de se dedicar mais facilmente a Deus com um coração indiviso; outras da maneira como a lei moral determina, conforme forem casados ou celibatários. As pessoas casadas são convidadas a viver a castidade conjugal; os outros praticam a castidade na continência” (CEC 2349).

Quando não estamos namorando, a prática da castidade se dá na abstinência também dos beijos, carícias e gestos próprio do namoro. Se não estamos namorando, também não podemos sair por aí, beijando quem aparecer pela frente. Cabe aqui uma observação sobre a prática tão comum entre os jovens> o ‘ficar’. Na adolescência é natural e saudável a curiosidade sobre a própria sexualidade. As descobertas nessa área devem, quando possível, ser acompanhadas pelos pais e responsáveis. Essa curiosidade não deve ser combatida, mas educada. Diante dos ensinamentos da Palavra, do Magistério e da moral cristã, sabemos que não é recomendada a prática do ficar. O motivo é simples. Nosso corpo e todo o nosso ser é chamado à doação integral, a levar o outro para Deus. Quando ficamos, o fazemos simplesmente pelo ato em si, pelo prazer obtido, e o fazemos para obter prazer. Muitas vezes pouco importa o nome do parceiro, importa apenas o ato. Ainda que não aconteça o ato sexual em si, as carícias e beijos são mais uma forma de aproveitar-se do outro para um prazer egoísta. Quantos dos nossos não se magoam profundamente depois de viver momentos assim? É preciso aconselhar os adolescentes a evitarem o ficar e a praticarem a virtude da castidade, que não é apenas evitar o ato sexual, mas reeducar o ser inteiro para a doação a Deus e ao outro. Um jovem casto semeia confiança em Deus e colherá fortaleza.

O tempo do namoro deve ser um tempo de diálogo e conhecimento. Não se espera que o namoro conduza logo ao casamento. A castidade nesse tempo também é a continência sexual e admite as demonstrações de carinho e respeito que não ofendam o sentido de doação. Se quisermos ter um namoro santo, teremos de ter o seguinte objetivo: levar o outro para Deus. Se ao terminar o namoro, o parceiro for mais santo, atingimos o objetivo. Por isso, a castidade aqui também se manifesta na condição de fidelidade. Se estiver namorando uma pessoa, não posso sair por aí buscando outras. Ao fazer isso, assumo que não me importo com a dor do outro, não o respeito e me preocupo mais com o meu próprio desejo. Isso não é castidade, nem amor, nem seriedade de namoro: é egoísmo. Mas veja, castidade no namoro não significa que ele deva ser totalmente aleijado de carícias, beijos e afagos. É natural, saudável e necessário demonstrar o afeto de maneira concreta. Além do que, a atração física é natural e sinal de que tudo está funcionando bem. Não estamos falando em repressão da atração, mas de controle. Isso é autodomínio: não é ausência do desejo, mas a submissão dele à razão iluminada pelo Espírito Santo. A falta de atração física entre dois namorados é tão preocupante quanto uma atração física desregrada e incontrolável. Um casa de namorados castos semeia doação e respeito e colherá santidade e maturidade cristã.

“Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação, eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus. Reservarão para o tempo do casamento as manifestações de ternura específicas do amor conjugal. Ajudar-se-ão mutuamente a crescer na castidade” (CEC 2350). O noivado é o tempo da preparação definitiva, da construção dos alicerces da morada definitiva que é o casamento. Se construirmos o teto antes das fundações, o que acontecerá? O relacionamento conjugal é assim. No noivado precisamos fortalecer os alicerces da casa: o diálogo e a oração. É o tempo propício para essa obra. Se vivido da forma correta, esse tempo desabrochará em confiança e cumplicidade, fortaleza e fidelidade depois do sacramento. O raciocínio parece simples: se formos fiéis para nos guardarmos e resistirmos ao desejo, poderemos sempre resistir aos demais desejos. A noiva pensará: “se ele foi capaz de se guardar para mim, em vez de ceder ao desejo, será capaz também de resistir às seduções de outras mulheres”. Um casal de noivos castos semeia fidelidade e colhe confiança.

No casamento, a castidade inclui o ato sexual. Os esposos são chamados a viverem a castidade também no matrimônio. Isso quer dizer que o ato sexual será pleno e manifestação do amor de Deus pelo dois. “A sexualidade está ordenada para o amor conjugal entre o homem e a mulher. No casamento, a intimidade corporal dos esposos se torna um sinal e um penhor da comunhão espiritual. Entre os batizados, os vínculos do matrimônio são santificados pelo sacramento” (CEC 2360). A castidade esponsal é vivida no respeito e doação mútua. O ato sexual que agride, ofende ou obriga não é casto. Ele é casto quando é vivido em harmonia e busca a felicidade do outro.

A castidade é possível inclusive àqueles que sofrem com tendências homossexuais. “Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados. São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementariedade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados. Um número não negligenciável de homens e mulheres apresenta tendências homossexuais inatas. Não são eles que escolhem sua condição homossexual; para a maioria, pois, esta constitui provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus na sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição. As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes do autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã” (CEC 2358.2359).

Portanto, amado irmão, é preciso assumir a castidade como um dos valores da vida da juventude cristã. É preciso assumir um firme propósito pela castidade se quisermos frutificar para a vida. Assumi-la em todas as suas formas, em todas as áreas, momentos e estados de nossa vida. Fugir das ocasiões que a coloquem em risco. Por exemplo, se namoro, não vou viajar sozinho para a praia com a minha namorada, nem vou ficar sozinho com ela, mesmo que com boa intenção, mesmo que seja para rezar. Não vacile! “Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar” (1Pe 5, 8). Busquemos a castidade, ela é a chave da santidade.

“Contudo, seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente” (Fp 3, 16). Irmão, irmã, não importa o que você já tenha vivido até o dia de hoje. Falar em castidade não é falar, necessariamente, falar em virgindade. Virgindade é contingência, castidade é decisão. Nossa sociedade machista exige a virgindade feminina, mas ridiculariza a masculina. Castidade é para os homens e mulheres de verdade. Se você, rapaz ou moça, chegou até aqui virgem, alegre-se e guarde-se casto, casta. Se você não é mais virgem, guarde-se casto daqui para frente. Busque na confissão a misericórdia de Deus e, uma vez perdoado, esqueça o pecado. Deus não quer apenas um corpo virgem, quer mais ainda uma alma casta, e isso você pode ter, é só querer.
A castidade é a ferramenta para conquistar o céu e a felicidade aqui na terra. Vale a pena ser casto!
Castidade não é para qualquer um, mas é para todos que a pedirem a Deus!
Maria, Mãe da pureza, rogai por nós e guardai-nos!
QUIROGA, Aldo Flores e FLORES, Fabiana Pace Albuquerque. Práticas de Vida e Relacionamento– Ministério Jovem RCCBrasil. Módulo Serviço – Apostila I. 2ª edição.

Siglas:
CIC - Catecismo da Igreja Católica
DV - Constituição Dogmática Dei Verbum
FR - Carta Encíclica Fides et Ratio

Ministério de Comunicação Social da Renovação Carismática Católica de Brasília

sábado, 14 de maio de 2011



PARABÉNS DIOCESE DE CAMPINA GRANDE PELOS 62 ANOS






A Diocese de Campina Grande foi criada em 14 de maio de 1949, pela documento Papal chamado Bula, com o título "Supremum Universi" do Papa Pio XII, foi desmembrada da Arquidiocese da Paraíba com sede em João Pessoa.



Durante todo esse tempo, a Diocese ja recebeu a colaboração de seis bispos: 1º Dom Frei Anselmo Pietrulla (1949 - 1955), 2º Dom Otávio Barbosa Aguiar (1956 - 1962), 3º Dom Manuel Pereira da Costa (1962 - 1981), 4º Dom Luís Gonzaga Fernandes (1981 - 2001), 5º Dom Matias Patrício de Macêdo (2001 - 2003) e o 6º e atual bispo Dom Jaime Vieira Rocha (2005).


Neste dia em que a Diocese comemora 62 anos de sua história, rendemos graças a Deus por todo o serviço prestado pela Igreja Católica em seus limites geográficos diocesanos que compreendem 61 municípios paraibanos.


Aproveitando a oportunidade, pedimos orações por nosso Pastor Diocesano Dom Jaime, padres, religiosos e religiosas, seminaristas, agentes de pastoral e todos os nossos fiéis congregados em nossas comunidades.


Que Nossa Senhora da Conceição, Padroeira desta Diocese, interceda por todos nós, para que o seu Filho Jesus derrame infinitas graças sobre os filhos desta Diocese de Campina Grande.






Pe. Márcio Henrique Mendes Fernandes

Vigário Geral

sexta-feira, 13 de maio de 2011



Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

Treze de maio de 1917. Há 94 anos, três crianças recebiam, pela primeira vez, a graça de ver Nossa Senhora de Fátima. A mãe de Jesus apareceu a Lúcia, Jacinta e Francisco durante seis meses, onde hoje é a cidade de Fátima, em Portugal.

Segundo relatos, por volta do meio dia, depois de terem rezado o terço, as crianças cuidavam de um pequeno rebanho quando viram uma forte luz. De início, acharam que fosse um relâmpago e decidiram voltar para casa, foi quando viram, segundo eles próprios, uma “Senhora mais brilhante que o sol”.

A senhora os incentivou a aprender a ler e a rezar muito. Durante os próximos cinco meses, Nossa Senhora voltou a lhes aparecer, sempre no dia 13 e sempre pedindo que eles rezassem pela conversão dos pecadores do mundo inteiro.
Em todas as aparições, havia um grande apelo para práticas espirituais como orações e freqüência na eucaristia. Este apelo é confirmado até hoje pela freira Lúcia, única viva entre as três crianças.

Portanto, façamos como nossa mãe Maria, e também como estas crianças fizeram. Permaneçamos firmes em nossa fé, por meio da oração diária, da récita do terço, da eucarística, da adoração e tantas outras práticas espirituais que nos fortalecem e nos aproximam de Deus.

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós! Ajuda-nos a permanecer firmes nos propósitos do Senhor para nossa vida, dia após dia.




Mensagem dos Bispos do Brasil sobre a
união civil homoafetiva





Nós, Bispos do Brasil em Assembleia Geral, nos dias 4 a 13 de maio, reunidos na casa da nossa Mãe, Nossa Senhora Aparecida, dirigimo-nos a todos os fiéis e pessoas de boa vontade para reafirmar o princípio da instituição familiar e esclarecer a respeito da união estável entre pessoas do mesmo sexo. Saudamos todas as famílias do nosso País e as encorajamos a viver fiel e alegremente a sua missão. Tão grande é a importância da família, que toda a sociedade tem nela a sua base vital. Por isso é possível fazer do mundo uma grande família.


A diferença sexual é originária e não mero produto de uma opção cultural. O matrimônio natural entre o homem e a mulher bem como a família monogâmica constituem um princípio fundamental do Direito Natural. As Sagradas Escrituras, por sua vez, revelam que Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança e os destinou a ser uma só carne (cf. Gn 1,27; 2,24). Assim, a família é o âmbito adequado para a plena realização humana, o desenvolvimento das diversas gerações e constitui o maior bem das pessoas.

As pessoas que sentem atração sexual exclusiva ou predominante pelo mesmo sexo são merecedoras de respeito e consideração. Repudiamos todo tipo de discriminação e violência que fere sua dignidade de pessoa humana (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 2357-2358).

As uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo recebem agora em nosso País reconhecimento do Estado. Tais uniões não podem ser equiparadas à família, que se fundamenta no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e educação dos filhos. Equiparar as uniões entre pessoas do mesmo sexo à família descaracteriza a sua identidade e ameaça a estabilidade da mesma. É um fato real que a família é um recurso humano e social incomparável, além de ser também uma grande benfeitora da humanidade. Ela favorece a integração de todas as gerações, dá amparo aos doentes e idosos, socorre os desempregados e pessoas portadoras de deficiência. Portanto têm o direito de ser valorizada e protegida pelo Estado.

É atribuição do Congresso Nacional propor e votar leis, cabendo ao governo garanti-las. Preocupa-nos ver os poderes constituídos ultrapassarem os limites de sua competência, como aconteceu com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal. Não é a primeira vez que no Brasil acontecem conflitos dessa natureza que comprometem a ética na política.

A instituição familiar corresponde ao desígnio de Deus e é tão fundamental para a pessoa que o Senhor elevou o Matrimônio à dignidade de Sacramento. Assim, motivados pelo Documento de Aparecida, propomo-nos a renovar o nosso empenho por uma Pastoral Familiar intensa e vigorosa.

Jesus Cristo Ressuscitado, fonte de Vida e Senhor da história, que nasceu, cresceu e viveu na Sagrada Família de Nazaré, pela intercessão da Virgem Maria e de São José, seu esposo, ilumine o povo brasileiro e seus governantes no compromisso pela promoção e defesa da família.
Aparecida (SP), 11 de maio de 2011


Dom Geraldo Lyrio Rocha :Presidente da CNBBArcebispo de Mariana – MG


Dom Luiz Soares Vieira : Vice Presidente da CNBBArcebispo de Manaus – AM


Dom Dimas Lara Barbosa :Secretário Geral da CNBBArcebispo nomeado para Campo Grande - MS


quarta-feira, 11 de maio de 2011

MOÇÃO PROFÉTICA

Por causa da Tua Palavra, lançaremos as redes’

Vamos acompanhar o texto sobre a pregação que Lucimar Mazieiro, coordenadora do Ministério de Formação da RCCBRASIL, fez no primeiro dia no ENF 2011. Lucimar falou sobre a temática do ano, do momento vivido pelo Movimento e, sobretudo, das moções que Deus tem inspirado à Renovação Carismática Católica do Brasil, nesse tempo de construção e reconstrução.

Palavra de Deus em evidência

Logo no início de sua fala, Lucimar fez um resgate daquilo que a RCC vem vivendo nos últimos anos, de acordo com O que o Senhor pede que o Movimento faça. “Em 2009, Ele nos fez proclamar o Senhorio de Jesus. No ano passado, nos deu a graça de mergulhar na Palavra, anunciar a Boa Notícia onde a gente estivesse”, disse.
A pregadora mostrou que este ano a Palavra segue em evidência, mas com um novo mandato: o de lançar as redes à evangelização.
Ao basear-se na Constituição Dogmática Lumen Gentium, Lucimar disse que a RCC, como parte da Igreja, recebeu o mandato de Jesus de anunciar a verdade e a salvação aos quatro cantos da Terra. “Mas a nós, Deus colocou um espaço privilegiado de missão. Um espaço onde, primeiramente, alguém nos anunciou a Palavra. O Grupo de Oração é esse espaço privilegiado”, explicou.
Lucimar destacou ainda que é no Grupo de Oração que, muitas vezes, ouvimos e acolhemos a Palavra pela primeira vez. A ação seguinte à escuta e à acolhida da Palavra de Deus é o seu anúncio: “Nós queremos que muitos outros que não conheceram essa Palavra, que não tiveram contato com Ela, possam, através das nossas ações, conhecê-La, receber o Verbo de Deus através da Palavra”, continuou.
Segundo a pregadora, esse mandato não é para amanhã ou depois: é para hoje. “Somos convidados a anunciar essa Palavra, impelidos pelo Espírito Santo. É a Igreja que nos envia”, complementa.
Essa é, de acordo com Lucimar, a palavra de ordem contida no texto que inspira o tema do ano, presente no Evangelho segundo São Lucas, capítulo 5.
A coordenadora do Ministério de Pregação passou então a esmiuçar o trecho, a partir do seu primeiro versículo, até o versículo que conta as consequências do seguimento da ordem de Jesus.
“Estando Jesus um dia à margem do lago de Genesaré, o povo se comprimia em redor dele para ouvir a palavra de Deus” (Lc 5,1). Lucimar chamou atenção de como os participantes do ENF estavam em atitude semelhante à daquelas pessoas – os participantes ocupavam todo o ginásio e também seus arredores.
Ela lembrou que podemos ser replicadores dessa mensagem, pois a partir do Batismo no Espírito Santo ficamos apaixonados pela Palavra, somos impulsionados a proclamá-La, fazendo com que mais pessoas se acheguem à Igreja. Assim, podemos lançar nossas redes, proclamando a Palavra no Grupo de Oração e onde esse Grupo possa chegar, através dos seus integrantes.
Lucimar partilhou, neste ponto da pregação, uma experiência que viveu recentemente. A caravana na qual viajava para o Congresso Estadual de São Paulo envolveu-se em um acidente de trânsito e ela quebrou a bacia, o que a obrigou a ficar hospitalizada por certo período.
Por causa dos pesados medicamentos e das fortes dores causadas pelas fraturas, ela não conseguia ler a Bíblia. No entanto, uma irmã do seu Grupo de Oração passou a ler os trechos da Escritura para ela. “Quando a Palavra começou a entrar pelos meus ouvidos, ela entrou no meu coração, como remédio. Toda a agitação do meu ser em função da dor se aquietava ao ouvir a Palavra de Deus”, testemunhou.
“Vendo duas barcas estacionadas à beira do lago, - pois os pescadores haviam descido delas para consertar as redes” (Lc 5,2). Ao ler esse versículo, a pregadora explicou que as barcas não estavam paradas em alto mar, mas sim na margem, na praia. Isto porque estavam buscando restaurar as redes, seus equipamentos de trabalho.
Neste momento, Lucimar lançou um questionamento aos presentes: “Onde está estacionado o seu Grupo de Oração, o seu ministério?”. Ela explicou que a barca foi o lugar escolhido por Jesus para fazer o anúncio do Reino. Naquele momento, a embarcação foi o local privilegiado do qual o Cristo pôde se usar para que a mensagem de Deus chegasse a mais pessoas.
Dessa maneira, assim deve ser o nosso Grupo de Oração: “É da barca do nosso Grupo de Oração que devemos anunciar”, disse a pregadora.
Por isso, é necessário que consertemos os nossos equipamentos de evangelização, busquemos formação, cuidemos da nossa vida de oração, das práticas espirituais. Precisamos cuidar das nossas redes para que elas possam ser lançadas e voltar cheias.
“Jesus subiu a uma das barcas que era de Simão e pediu-lhe que a afastasse um pouco da terra; e sentado, ensinava da barca o povo” (Lc 5,3). Lucimar chamou atenção para a posição na qual o Cristo ensinava: sentado. Ela lembrou que uma boa conversa se dá nesta posição. É uma posição de acolhida, de escuta. Muitas vezes, o irmão que entra no Grupo de Oração precisa de um desabafo. Muitas vezes nem uma confissão sacramental, mas sim uma conversa franca, na qual possa se fazer ouvido. Isso também faz parte da evangelização, conforme explicou Lucimar.
Proclamar a Palavra, seja qual for a condição
“Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Simão respondeu-lhe: Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas por causa de tua palavra, lançarei a rede. Feito isto, apanharam peixes em tanta quantidade, que a rede se lhes rompia” (Lc 5,4-6).
Quando estava começando a contextualização deste trecho, um imprevisto que poderia interromper a pregação ocorreu em Lorena/SP: uma queda de energia deixou o campus do UNISAL sem luz. No entanto, Lucimar não se abateu e não deixou de pregar: “Não adianta ficar parado com a rede vazia. Se eu parasse de falar porque acabou o som, a Palavra não iria chegar. Se é assim, sem som, que Ele quer, assim tem que ser feito!”, exclamou Lucimar.
Ela continuou: “Não adianta nada todo esse equipamento, se não tiver quem anuncie. O maior instrumento de evangelização é a vida”.
Mesmo sem microfone, a voz de Lucimar chegava a todos os cantos do Ginásio Poliesportivo. A cada exortação sua, o povo explodia em aplausos e brados de Glória e Amém!
Finalmente chega ao versículo-tema de 2011, Lucimar deu razão ao questionamento de Pedro: “A reclamação dele tem lógica! Como um carpinteiro falaria de pesca com um pescador?”. No entanto, em seguida ela já respondeu ao questionamento. “Se olharmos a Palavra com nossa visão, a questionaremos. Se olharmos como Palavra de Deus, a gente a obedece, confia”.
Confiando na Voz de Deus e a obedecendo, Ele vai deixar a nossa rede cheia de peixes. “Estamos em tempo de missão”, afirmou Lucimar. O mundo, prosseguiu ela, sente Deus como algo supérfluo, acessório, por isso nossa prioridade é reabrir o acesso das pessoas a Deus, como diz a exortação papal.
“Nós, que ouvimos essa palavra, somos chamados a levá-La àqueles que não têm esperança. Não é hora de ficarmos abatidos olhando para as nossas redes e chorar pelos rombos que encontramos nelas. Este tempo é de olhar para a nossa vida e ver que a mão poderosa do Senhor vai nos ensinar a consertar as redes”, disse Lucimar.
Continuou ela: “Confiar na Palavra de Deus é ver a promessa se realizando no nosso meio. Não pare na rede furada, não pare no cansaço da noite, nem nas tuas dores”.
A pregação foi encerrada com uma oração pela renovação do ‘sim’ de cada um à missão confiada por Deus. Lucimar convidou os presentes a deixar o Senhor curar as brechas deixadas nas redes das suas vidas e Grupos de Oração: “Senhor, pode afastar o meu barquinho da beira da praia, pode tirar o meu Grupo do estacionamento dos carismas, pode consertar as áreas da minha vida, porque eu quero usar essas redes para a missão” rezou ela.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

MOÇÃO PROFÉTICA



Diante do sofrimento, esperemos no Senhor

“Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do maligno.” Ef 6, 16
Novena do Louvor
Um das artimanhas do maligno é nos fazer acreditar que as circunstâncias de nossa vida não podem mudar, ou seja, ele nos mantém presos ao fatalismo. Quando isso acontece, somos como os príncipes dos sacerdotes e os fariseus que disseram a Nicodemos quando esse defendia Jesus (cf Jo 7, 52): “Informa-te bem e verás que da Galiléia não saiu profeta.”
Isso foi verdade até que Deus decidisse o contrário. Assim acontece com a nossa vida, com a nossa família. Talvez, na nossa família, nunca tenha saído um santo, ou uma pessoa muito bem sucedida, ou alguém que não fosse escravo da bebida, ou alguém que tenha tido um casamento feliz, mas isso é até Deus decidir o contrário. Ele é o Senhor e pode mudar o curso dos acontecimentos, pode fazer o inusitado, pode mudar totalmente a nossa história e a história da nossa família. Quando estivermos tentados a perder o ânimo ou a esperança, ataquemos essa tentação com o escudo da fé. Ao invés de nós clamarmos e queixarmos, louvemos a Deus e afirmemos o seu domínio, a sua majestade e a sua glória. Agradeçamos a Ele por intervir na nossa vida com o seu poder.
Façamos assim: por nove dias, como uma novena, dediquemos 15 minutos louvando a Deus. Pode ser com as nossas próprias palavras, com salmos, louvor em línguas, com todos os três ou qualquer outra forma que o Espírito possa nos inspirar. E esperemos para ver a ação prodigiosa de Deus em nossa vida. Abrão esperou contra toda a esperança, ante a promessa de Deus não vacilou, não desconfiou, mas conservou-se forte na fé e deu glória a Deus. Assim, o que era considerado impossível tornou-se realidade na sua vida (cf Rm 4). Façamos nós o mesmo que Abraão e veremos milagres acontecerem nas nossas vidas também.

Maria Beatriz Spier Vargas

Secretária geral do Conselho Nacional da RCCBRASIL

sábado, 7 de maio de 2011

MENSAGEM PARA AS MÃES





MÃE GOSTO MUITO DE VOCÊ

Mãe sua bondade e ternura falam-me de Deus amor!
Mãe você me faz sentir a vida, a beleza das cores, a harmonia, o encanto e a doçura!

Mãe, hoje quero dizer-lhe um segredo muito especial: eu a adoro!
Eu sei também que, de seu coração, brota sempre um gesto novo de amor e carinho! Você é capaz de esquecer o sofrimento e a dor para me ver feliz!

Hoje, quero fazer por você uma prece muito bonita e sincera: Meu Deus, abençoa esta criatura tão encantadora que me deu a vida. Abençoa esta mulher, amiga, minha mãe, hoje e sempre!

Mãe você é o maior bem que eu tenho neste mundo! Olhando o céu aberto, contemplo o grande tesouro de paz, sabedoria, paciência, bondade,ternura e acolhimento que permeia o seu ser. Você me faz crer minha mãe, que esta vida vale a pena ser vivida, quando entregue por amor.
As vezes, quando a vida começa a ficar mais difícil, pensando em você mãe, surge uma nova esperança e meu olhar começa a brilhar.

Mãe! Presente de Deus para minha vida!
Mãe recebe hoje meu abraço e todo meu carinho!
E, agora, gostaria que o meu agradecimento soasse mais forte do que todos os outros dias, porque hoje mãe, é seu dia.



Feliz dia das mães!


NOSSA SENHORA MÃE DE TODAS MÃE ROGAI POR TODAS AS MÃES


Assembleia dos bispos aprova duas novas comissões: Juventude e Comunicação

Reunidos para a 49ª Assembleia Geral da CNBB, os bispos do Brasil aprovaram, em sessões desta quinta e sexta-feira (6), a criação de duas novas comissões episcopais. A partir de agora, Juventude e Comunicações deixarão de ser setores dentro de suas comissões originárias e passarão a formar novos organismos dentro da conferência.
Dessa forma, as suas atividades ganharão evidência dentro da Igreja do Brasil, afinal cerca de três bispos ficarão responsáveis por cada uma delas. Na localização anterior delas, isto ficava a cargo de assessores da comissão.



Isso deixa em evidência a preferência da Igreja brasileira pelos dois assuntos, já expressos em documentos e estudos específicos.

A estória do papagaio marrom

A estória de três filhos que ficaram multimilionários e queriam agradar sua octogenária mãezinha que faria aniversário no mês seguinte.
Após uma reunião de familia para organizar uma festa, cada um teve uma grande idéia, mas não quiseram compartilhar um com o outro, pois cada um queria dar-lhe o melhor presente, valorizando o esforço e dedicação que sua Mãe teve para cria-los dando lhes condições de agora serem bem sucedidos na vida e na sociedade.
O primeiro, decidiu comprar-lhe uma grande mansão, substituindo aquela casinha humilde que eles moravam desde criança, então buscou nas imobiliárias a melhor casa da cidade, a comprou e contratou um mordomo e empregados para cuidar da casa, porque afinal de contas sua mãe merecia muito mais.
O segundo, decidiu comprar-lhe uma limusine, com um motorista, para que pudesse levar sua mãe onde quer que ela quisesse ir.
O terceiro, foi um pouco mais além, não queria dar-lhe simplesmente um bem material, conhecendo bem a sua mãe, sabendo que ela era muito religiosa, rezava sempre, gostava muito de ler a palavra de Deus e com a idade avançada isto se tornara muito difícil para ela.
Ele havia ouvido falar que existia uma ave raríssima, “Um Papagaio Marrom”, que fora treinado por uns Monges Beneditinos que moravam num convento no alto de uma montanha e que esse famoso Papagaio Marrom sabia recitar a bíblia todinha de cor e salteado, era só dizer o capitúlo que ele recitava versículo por versículo. Moveu mundos e fundos e se encheu de explicações e justificativas e foi buscar a tal ave maravilhosa.

Lá chegando, se ofereceu para comprar o bichinho falador e estava disposto a pagar uma quantia generosa por ele, depois explicou seus grandes motivos, dizendo que sua mãe já estava velhinha, amava muito a Deus, foi fiel sua vida toda, já estava quase morrendo e blá … blá… blá…, Os Monges não queriam vender o Papagaio, diziam eles ser uma ave raríssima, que o amavam muito, levara anos treinando-o para que decorasse toda a biblia e que lhes faria muita falta agora que já se haviam apegado a ele, que era como uma pessoa que fazia parte da família, e blá… blá… blá…, realmente deu muito trabalho convencer aqueles monges, mas ele conseguiu. Trouxe então o bichinho falador, experimentando seus dotes e já o treinando para dar uma linda mensagem para sua mãe.
No dia do aniversário, toda os parentes e amigos estiveram presentes, uma grande festa, com banquete, missa, orquestra, homenagens e etc… cada um ofereceu seu lindo presente, se encheram de orgulho com a alegria de sua Mãe, mais o dia foi cheio, muitas tarefas, muitos parentes e amigos para conversar e depois deixaram sua mãe descansar.
No semana seguinte retornaram, para saber o que sua mãe havia achado dos maravilhosos presentes, e lhe perguntaram.
E aí mãezinha, o que achou do meu presente ?
Milton, Meu Filho Você gastou muito dinheiro, comprando esta casa enorme, muitos quartos, muitos empregados, isto dá muito trabalho… Para uma velhinha que mal anda do quarto para a sala. Achei muito bom, mas vou preferir morar em minha casinha mesmo.

Marvim, Meu filho, para que aquele carrão, com aquele motorista paralisado, parece mais uma estátua de pedra. Já não tenho mais aonde ir, meus parentes e amigos já morreram quase todos e toda vez que preciso vocês me atendem, com carinho, dispensei o motorista e não vou usar aquele carro que só dará despesas.
Melvim, meu filho seu presente realmente foi maravilhoso, você me conhece bem e soube escolher exatamente o que eu mais gosto, já hávia muito tempo que não ganhava um presente tão bom como este, nunca comi um caldinho de frango tão gostoso como o daquele franguinho marrom.

Moral da História: A quem queriam agradar, à sua Mãe ou a si mesmos ? Agradar alguém e fazê-la totalmente feliz pode ser bem mais simples do que pode parecer !

PADRE LÉO

quinta-feira, 5 de maio de 2011





Ministério de Comunicação no Grupo de Oração







Quando ouvimos falar de Comunicação Social, normalmente pensamos de imediato nos grandes meios de comunicação como, por exemplo: televisão, rádio, internet, revistas, etc. É como se tivéssemos uma visão apenas dos meios profissionais, julgando não está ao nosso alcance, afastando de nós a possibilidade de exercê-lo.




Se observarmos nossa realidade de Grupo de Oração, podemos facilmente perceber que de várias maneiras existem pessoas exercendo a comunicação. Então, não é o Ministério que é novo, novo é passar a ver a comunicação como Ministério. Ou seja, durante muito tempo, talvez por falta de orientação ou formação não se fez o trabalho de comunicação dentro do Grupo de Oração como Ministério de Comunicação.




Os serviços de comunicação no Grupo de Oração são diversos, variando de acordo com a realidade local, existem Grupos de Oração que já tem uma estrutura organizada onde acontece a comunicação planejada, outros não conseguiram ainda se organizarem e muitos que nem sabem que o Ministério existe. Na verdade em todos acontece a comunicação através da acolhida, avisos, material gráfico, etc. Vendo o serviço por este ângulo percebemos que não é necessário ser formado em comunicação para poder exercer o Ministério, claro que Deus chama também os capacitados, pois existe dentro da nossa Igreja bons profissionais na área de comunicação, porém estamos falando de um Ministério que está ao alcance de todos.




O Ministério de Comunicação tem a bela tarefa de descobrir talentos dentro do Grupo de Oração "Ninguém acende uma lâmpada e a cobre com um vaso ou a põe debaixo da cama; mas a põe sobre um castiçal, para iluminar os que entram" (Lc 8,16).




Em todos os Grupos de Oração há “pérolas preciosas”, pessoas que tem dons e potencial, mas que não estão sendo usados em prol da evangelização, muitas vezes por não ter oportunidade, por timidez, por falta de incentivo, etc. E, continuam como lâmpadas acesas e cobertas por vasos com diz no Evangelho. Talvez você esteja pensando, mas o que fazer? Como despertar essas pessoas para o serviço? Aqui me refiro às pessoas que tem o dom, a capacidade, mas não fazem muita coisa para ajudar o Grupo de Oração, e estão lá toda semana caminhando com Grupo de Oração. Claro, não querendo generalizar, pois existem muitas realidades.


Será que no seu Grupo de Oração há pessoas que têm carisma para acolher as pessoas? Há pessoas que dão avisos? Há pessoas que são criativas e facilmente elaboram mensagens ou frases que evangelizam ou informam? Há pessoas que são artistas, gostam de desenhar, fazer letreiros? Será que tem pessoas que fazem pequenas lembranças para serem entregues aos participantes do Grupo de Oração? Será que tem alguém que tem um computador e gosta de digitar? Tem alguém que tem uma câmera fotográfica e gosta de fotografar? Será que existem pessoas que tem um dom natural de se comunicar com as pessoas inclusive com desconhecidos? Será que tem alguém que sabe trabalhar com figuras, gráficos, no computador ou manualmente, será que tem alguém ousado e desinibido e que gosta de trabalhar com eventos? Há pessoas que tem acesso a internet e gostaria de contribuir com o Grupo de Oração?


Se há pessoas no seu Grupo de Oração com estas características e esses dons parabéns! Pois aí está o Ministério, talvez precisem apenas de orientação para que o serviço aconteça de maneira mais organizada e eficaz.


O Ministério de Comunicação quando exercido de maneira consciente e responsável tende a potencializar os serviços no Grupo de Oração, ao mesmo tempo abre novas possibilidades para uma evangelização querigmática e moderna. As ferramentas já existem e na maioria das vezes não são usadas por nós. A falta de verba ou o pequeno número de servos não deve ser causa de desistência de um projeto de comunicação, seja ele qual for. É preciso usar de criatividade sem perder de vista o objetivo central e submete-lo à vontade de Deus, pois nem sempre as grandes idéias são vontades de Deus. Vale lembrar que, para que um Ministério se estruture é necessário que haja além de servos e uma boa formação, é preciso todo um trabalho de oração por trás, ou seja, é necessário planejar e realizar encontros para oração, onde todos os servos possam se reunir para orar. A oração é o meio que usamos para falar com Jesus, que é o comunicador ungido do Pai. Também é através da oração que Deus nos comunica a sua mensagem, a qual somos chamados a anunciar. O comunicador que não pára pra escutar Deus não conseguirá anunciar o que ele quer que seja anunciado.




O Ministério de Comunicação Social na sua totalidade apesar de ter diversos núcleos deve ter a mesma visão da missão. Seja no acolhimento das pessoas, avisos, produção de material, rádio, etc. Todos precisam ser um. Deus abençoe!




Valdeci Inácio -


Ministério de Comunicação - RCC Pernambuco


Fonte: http://www.rccpe.org.br/ministerio.comunicacaosocial.mcsnogo.htm

terça-feira, 3 de maio de 2011




Tudo pronto para a 49º Assembléia Geral da CNBB

Começa, na próxima quarta-feira, 4, em Aparecida (SP), a 49ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Esta será a terceira vez que a CNBB faz sua Assembleia em Aparecida. As duas anteriores aconteceram em 1954 e 1967, respectivamente, 2ª e 8ª Assembleias.
Dois temas marcarão, de forma especial, a assembleia deste ano: as eleições e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Serão eleitos, para um mandato de quatro anos, o presidente, vice-presidente e secretário geral.
Além destes, os bispos elegerão, também para um mandato de quatro anos, os presidentes das Comissões Episcopais Pastorais, que atualmente são dez. Estes presidentes de Comissões com os três membros da Presidência formam o Conselho Episcopal Pastoral da CNBB (Consep).
O texto das novas Diretrizes, que também têm duração de um quadriênio, foi elaborado por uma Comissão de bispos, presidida pelo arcebispo de São Luís (MA), dom José Belisário da Silva, e assessorada por peritos. A base do texto são as atuais Diretrizes, aprovadas em 2008 incorporando o conteúdo do documento final da V Conferência do Episcopado da América Latina e Caribe, realizada em 2007, em Aparecida (SP), e outros documentos da Igreja publicados desde então, como a recente Exortação Apostólica Pós-Sinodal “Verbum Domini” do Papa Bento XVI.
Outros temas estarão na pauta dos bispos como as Diretrizes para o Diaconato Permanente, assuntos de liturgia, assuntos da Comissão Pastoral para a Doutrina da Fé, situação dos povos indígenas, análise da conjuntura eclesial e social, assuntos de Comunicação, Jornada Mundial da Juventude, 5ª Semana Social Brasileira.
A Igreja no Brasil tem 456 bispos, sendo 301 na ativa e 155 eméritos. Estão inscritos para a Assembleia 336 (296 da ativa e 40 eméritos). Outras 119 pessoas participam da Assembleia como assessores, peritos, convidados, colaboradores, prestadores de serviço, totalizando 455 pessoas.

Programação

Os trabalhos começarão todos os dias com a missa às 7h30, no Santuário Nacional de Aparecida, com transmissão pelas TVs e rádios de inspiração católica. No domingo, 8, a missa será ao meio dia. As demais atividades ocorrerão no Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho, no pátio do Santuário. Serão duas sessões de trabalho pela manhã, começando às 9h15, e duas à tarde, começando com a oração às 15h30 e terminando às 19h30.
No sábado, 7, só há trabalho pela manhã porque à tarde tem início o retiro espiritual dos bispos, que será orientado pelo prefeito da Congregação para os Bispos, cardeal Marc Ouellet. O retiro termina no domingo com a missa ao meio dia no Santuário.
Todos os dias (exceto sábado e domingo), às 15h, haverá Coletiva de Imprensa, na Sala de Imprensa da Assembleia. Serão designados três bispos para atender à imprensa. A coletiva será coordenada pelo porta-voz da Assembleia, dom Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro e presidente da Comissão Episcopal para a Educação, Cultura e Comunicação da CNBB.
POR CAUSA DA TUA PALAVRA, LANÇAREMOS AS REDES EM NOSSO MINISTÉRIO


Neste ano de dois mil e onze a Renovação Carismática Católica, na esteira das moções proféticas dos últimos anos e fiel à Palavra do Senhor para este novo tempo, conclama a todos a duas coisas: ouvir a voz do Senhor e, como gesto de fé e amor, lançar as redes no mar indicado por Jesus, certo de que haverá uma grande pescaria como fruto da escuta e obediência do Senhor. É a partir de tais premissas, que se dará o desenvolvimento desta reflexão.

Neste sentido, algumas perguntas se mostram básicas para o aprofundamento do presente tema:

- Onde está ancorado o meu barco? Como está a minha vida? Qual é o meu ministério? Qual valor reconheço em meu ministério? Como tenho cuidado dele? Como está minha vida de fé? Quais as áreas da rede da minha vida preciso consertar?

- Onde eu estava quando Jesus me chamou? Como foi a minha primeira experiência do amor de Deus? Eu fiz uma real experiência do Senhor?

- Em que o meu ministério tem influenciado minha vida? Tenho encontrado sentido em servir ao Senhor?

Ou ainda, agora em terceira pessoa:

- Onde está fundamentado o seu ministério?

- O que é o seu ministério para você?

- O seu ministério é trampolim para seus projetos pessoais ou apenas um canal para que o Senhor apareça?

A leitura do Evangelho será fundamental para responder aos questionamentos acima.

Estando Jesus um dia à margem do lago de Genesaré, o povo se comprimia em redor dele para ouvir a palavra de Deus. Vendo duas barcas estacionadas à beira do lago, - pois os pescadores haviam descido delas para consertar as redes -, subiu a uma das barcas que era de Simão e pediu-lhe que a afastasse um pouco da terra; e sentado, ensinava da barca o povo. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Simão respondeu-lhe: Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas por causa de tua palavra, lançarei a rede. Feito isto, apanharam peixes em tanta quantidade, que a rede se lhes rompia. (Lucas 5,1-6).


O Senhor está na barca de Pedro quando começa a ensinar ao povo. Aqui já aparece um dado fundamental para refletir sobre o Ministério de Música e Artes e sua missão profética na RCC e na Igreja. É preciso ter clareza a respeito do barco onde estamos, pois ele é o único local escolhido por Jesus para nos chamar. É na realidade da própria vida, no cotidiano da própria história e nas mais variadas experiências que fazemos ao longo da vida que podemos escutar a voz do Senhor que chama e ordena lançar as redes para a pesca.

A partir do momento em que percebemos o barco apresentado no Evangelho como a nossa própria vida, é que teremos condições suficientes para obedecer à voz do Senhor. É na experiência de decidir, nas dores que enfrentamos a cada dia, na cruz que precisamos carregar, no sofrimento pessoal, nos mais diversos sentimentos e dificuldades que podemos fazer a experiência de Jesus que passa em nossa vida, nos chama e ordena lançar as redes para a pesca.

Muitos ministros não conseguem ouvir a voz do Senhor por não reconhecerem a própria realidade existencial. Se não tenho nenhum contato comigo mesmo, se não percebo minhas reais carências e necessidades de cura, se não tenho consciência do que preciso entregar a Jesus para que Ele opere, se não tenho clareza do meu chamado, dificilmente serei impactado com a voz do Mestre Jesus que entra no barco da minha vida e me ordena avançar e lançar as redes para a pesca.

Só consegue se lançar e acreditar que vai dar certo, só consegue tentar mais uma vez, só consegue ter fé em Jesus de que a pesca acontecerá apesar das frustrações, decepções e fracassos, quem reconhece o barco da própria vida (a realidade como ela se apresenta, as dores, os pecados, as angústias, os sonhos, as ilusões...) e assim, silencia para contemplar a face de Jesus e escutar a Sua voz que manda lançar as redes mais uma vez.

Pedro, como a maioria de nós, era medroso, ansioso, apressado, orgulhoso e vaidoso. O Evangelho, sempre que se refere a este apóstolo, demonstra uma característica da sua humanidade, mas, mesmo assim, é a Pedro que Jesus ordena lançar as redes mais uma vez.

Não importa o que somos e o que fazemos, há a possibilidade de escutar o Senhor no “hoje” de nossa existência e, confiando em Sua Palavra, certos de Sua promessa, poderemos lançar as redes mais uma vez.

A pergunta que se pode fazer aqui é a mesma com a qual se iniciou este artigo: onde está ancorado o barco da minha vida? Qual a experiência que fiz com o Senhor que me dá bases para estar à escuta da Sua Palavra e disposto a obedecer Sua voz? Onde está ancorada a minha experiência com Deus? Quem é Jesus para mim?

O primeiro passo, portanto, para que a pesca milagrosa possa acontecer é identificar o grau de intimidade com Deus, que vivo. Se o meu ministério não for uma consequência dessa intimidade, não terá condições de dar frutos. No Evangelho de João, Jesus diz: "Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer". (Jo 15,5). A experiência de reconhecer Jesus na barca deve ser entendida também, como a barca da missão que o Senhor me confiou. Não posso lançar as redes e obter a pesca milagrosa se eu abandonar o projeto original do Senhor para o meu ministério. Tenho que ter uma clareza: o ministério é reflexo profundo da vontade de Deus para a minha vida e, portanto, não posso ser fiel ao Senhor e obedecer à Sua Palavra se não tiver zelo por ele. Mas, para isso, preciso ter intimidade com o Senhor. Cuidar do ministério é, em primeiro lugar, cuidar da vida espiritual, buscar ser amigo de Deus. E a própria RCC, nestes tempos, nos ajuda a dar este passo numa verdadeira campanha de crescimento nas práticas espirituais do jejum, da confissão, da Lectio Divinae, da Eucaristia e da intimidade com Maria através do santo Rosário mas, não se pode descuidar dos demais conselhos do Senhor no Evangelho: o perdão, o amor, a fé, a prática dos carismas... E tudo isso, desemboca numa realidade: o Grupo de Oração. O Grupo de Oração é a barca onde o Senhor me chama. O Grupo de Oração é o lugar por excelência onde faço a experiência de Deus. O Grupo de Oração é o espaço onde posso ir mais ao largo e lançar as redes para a pesca. O Grupo de Oração é o lugar da pesca milagrosa! Sabendo disso, preciso cuidar do meu Grupo de Oração, zelar por ele como uma pedra preciosa que é. Isso significa, além das práticas evidenciadas anteriormente, a busca da técnica no serviço que presto, o ensaio, o compromisso com as reuniões do grupo, a obediência e a unidade. Há uma verdade que está sendo aprofundada no Movimento que afirma o seguinte: “todo ministério deve concorrer para promover o organismo que o legitimou”. No Grupo de Oração a música, a dança, o teatro deve contentar-se em promover a evangelização a que o grupo se propõe, o que equivale, estar à serviço, única e exclusivamente, da Palavra proclamada, das profecias suscitadas pelo Espírito, dos projetos assumidos pelo Grupo de Oração. Se o ministério não estiver firme nessa verdade, não conseguirá ser fiel à sua missão. Dito isto, pode-se refletir a partir de algumas realidades:

• ministérios que não buscam comunhão com seu Grupo de Oração, com sua diocese e Estado e acabam abandonando a RCC;

• ministérios que dão mais ênfase a grandes eventos e shows e se esquecem da missão primordial que é o Grupo de Oração;

• ministérios que permitem o ingresso de qualquer pessoa sem nenhum cuidado com as etapas de formação que todos devem passar na RCC;

• ministérios que não cuidam do ensaio, não preparam o Grupo de Oração e onde seus membros aparecem apenas quando querem;

• ministérios que não escutam o Senhor, não perguntam qual é a vontade de Deus e saem para evangelizar sem o cuidado de certificar-se da real vontade de Deus;

• ministérios que não oram juntos e tantas outras realidades.

O primeiro ponto que gostaria de frisar refere-se à escuta profética do Senhor. A respeito deste tema já escrevi outras vezes mas, nunca é demais relembrar a Palavra de Deus. Essa escuta deve permear toda a existência do ministério e da vida do ministro e, na prática equivale a perguntar sempre a Deus se é pra ir pra missão ou se é pra não ir; perguntar o que Deus quer que seja feito na missão; qual a música que deve ser cantada; quais os ministros que devem ser escalados para a missão; se está na hora de permitir que tal irmão ingresse no ministério; o que fazer com o irmão que está tendo dificuldades em sua caminhada etc. Isso é tão sério, que está profundamente ligado à resposta do Senhor para o lançar as redes (lembremos que o Senhor ordena lançar as redes, nós obedecemos mas, a resposta – a barca cheia de peixes – é a resposta de Deus à nossa obediência). Isto é, só teremos as redes cheias de peixe quando lançarmos as redes onde, como e quando o Senhor mandar. Não é fazendo as coisas de qualquer jeito que teremos êxito mas, quando escutarmos profeticamente a Deus e obedecermos à Sua voz. A esse respeito gostaria de falar sobre aqueles ministérios que se conformam em lançar as redes em lagoa. Muitos ministérios não conseguem êxito por que não conseguem avançar, pois, para avançar é preciso estar seguindo uma moção do Espírito que manda ir mais a fundo e lançar as redes para a pesca. Quando isso não acontece, é como se estivéssemos tentando pescar em lagoa, onde é fácil ver o fim, e não encontramos a possibilidade da fé de avançar e lançar as redes mais uma vez. Isso acontece quando:

• o ministro fica preso no lago de sua vaidade buscando apenas a satisfação do ego sem se preocupar em obedecer à Palavra de Deus em sua integralidade. A vaidade impede de avançar pois, ela direciona o olhar para a própria pessoa. Ao invés de contemplar o Senhor e ouvir Sua voz, o ministro só consegue escutar a própria vontade, o próprio desejo de crescimento pessoal, de reconhecimento de fama. A vaidade acontece também, quando o ministro acha-se no direito de exigir respeito, amor e gratidão das pessoas e sofre quando essas coisas lhe são negadas;

• o ministro fica preso no lago do próprio orgulho e o que é pior, muitas vezes do próprio orgulho ferido. Começam então as frases: “você viu o que fulano fez comigo?”; “não precisava tudo isso, ela me feriu demais e estou muito magoado”; “não quero ir pro grupo, pois lá ninguém valoriza ninguém”; “a gente sofre tanto para servir nesse grupo e depois ninguém reconhece o que a gente faz”; “sinceramente, eu não merecia tudo isso não”. Enfim, quando o orgulho entra na vida do ministro ele começa a pensar que possui alguns “direitos” e assim, vai perdendo a capacidade de ser gratuito, simples e obediente. A esse respeito, é importante lembrar o que Martin Valverde ensina num dos seus livros quando apresenta uma analogia entre o papel do ministro de música como o burrinho que carrega Jesus até à entrada em Jerusalém. Por um minuto, o burrinho ficou encantado com os aplausos e pensou que fossem para ele, porém, depois de tudo, acabou sendo abandonado pois, todos estavam aplaudindo Jesus que estava montado sobre ele. Como ministros, o nosso único direito é não ter direito a nada. Tudo é para Jesus e, ai de nós se um dia, pensarmos que somos dignos de alguma coisa. Tudo passa. É importante lembrar disso. Só o Senhor permanece e a Sua vontade para nós! A esse respeito João Batista diz: "Importa que ele cresça e que eu diminua". (Jo 3,30) e Jesus nos ensina: "Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos". (Mc 9,35);

• o ministro fica preso no lago da desobediência querendo fazer a própria RCC, falando mal dos seus coordenadores, sem se importar com a visão que o Senhor tem dado para o Movimento como um todo. Se o seu ministério não procura ter conhecimento dos projetos da RCC, tem alguma coisa errada. Se o projeto do seu ministério não é o mesmo projeto do seu Grupo de Oração, tem alguma coisa errada. Se o seu ministério faz um trabalho paralelo ao Grupo de Oração ou da sua diocese em nome de um suposto “carisma próprio”, ele pode até fazer muitas coisas, mas os frutos serão minguados. Tem ministério que já virou banda e não se sente mais ministério. O que importa não é o termo em si (banda ou ministério) mas, a visão que ele persegue. Porém, o nome retrata a pessoa ou o grupo, portanto, se o teu ministério tem a nomenclatura de banda, missão ou algo desse tipo, tenha cuidado para não esquecer do princípio de que, o mais importante é servir - e servir no Grupo de Oração, estando aberto às moções proféticas do Espírito para o mesmo. Não esqueça que, para sair do lago é preciso estar no Grupo de Oração que é a barca onde Jesus está sentado e ordena a lançar as redes. Todos os membros do ministério precisam saber que são servos do Grupo de Oração e que o ministério não pode estar à serviço do próprio carisma mas deve promover o organismo que o legitimou;

• o ministro fica preso no lago das próprias feridas o que provoca a destruição do próprio ministério. Essa é uma das realidades mais difíceis e acontece quando as nossas feridas nos determinam o modo de agir e assim, vamos nos relacionando com Deus e com os irmãos a partir de nossas feridas abertas, de nossas carências, de nossas dores, impedidos, portanto, de escutar o Senhor e obedecê-lo na liberdade. Só pode dar-se a Deus, aquele que está livre de tudo. Quem está preso em suas próprias machucaduras e dores precisa fazer o que Jesus ensina: "Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei". (Mt 11,28). A cura, e principalmente a cura interior, é fundamental para que o servo esteja livre e assim, possa sair do lago e avançar em direção ao mar do Senhor e, lançando as redes para a pesca, entrar na posse da Promessa do Senhor para o próprio ministério. As nossas feridas atrasam a obra de Deus e nos impedem de tomar posse de tudo o que fora prometido para nós. As feridas são brechas abertas para a ação do Inimigo. Não nos esqueçamos disso.

• o ministro fica preso no lago da falta de oração e, consequentemente, não escuta o Senhor e não avança. Isso decorre do ativismo mas, também é fruto da falta de experiência pessoal do amor de Deus. Toda vez que o ministro não se sente amado suficientemente por Deus, não se sentirá motivado a gastar-se na presença Dele em oração e o seu ministério não avança. Todo ministério que não encoraja seus membros a uma vida pessoal de oração – todos os ministros – não consegue avançar no sonho de Deus para si;

• o ministro fica preso na falta de fé, não consegue mais sonhar os sonhos de Deus, não consegue acreditar que vai dar certo, que a Obra se fará. Assim, o Grupo se torna enfadonho e rotineiro, o ministro vai perdendo a sensibilidade para aquilo que o Senhor está fazendo e vai perdendo a vontade de servir. Nesse momento, é importante ter muito cuidado, pois, é aqui que o Diabo começa a atacar, levando o ministro ao desânimo, afastamento e à perda da fé.

É preciso dar-se conta das prioridades que estamos dando: quem é mais importante o Senhor ou o instrumento que você toca? Você cuida mais da sua guitarra ou do ensaio pro Grupo de Oração? Você passa mais tempo ouvindo música e tocando ou lendo a Palavra de Deus e rezando? Você vai à Missa todos os domingos? Quanto tempo vocês passam ensaiando como ministério e quanto tempo passam orando antes do ensaio?

A clareza com que você responder a estes questionamentos será indicativo de quem está sendo o Senhor do seu ministério: o seu dom, o seu carisma, o seu instrumento, a sua vontade ou o Senhor Jesus?

No meio da barca está Jesus, mas, dentro dela existem muitas outras coisas que, podem até lembrar Jesus mas, não se confundem com Ele. Jesus é o principal e a Sua vontade precisa ser determinante para a vida de cada ministro de música e artes. Percebo que já se pode lançar o desafio de começarmos, já agora, a consertar as nossas redes, vivenciando o Projeto Amigos de Deus, fazendo as práticas espirituais, buscando a formação, vivendo o perdão e o amor entre nós. Somente assim, poderemos crescer e dar frutos para o Senhor. Sem isso, poderemos até pescar alguma coisa mas, certamente não teremos a pesca milagrosa. Sem isso, poderemos tentar pegar os peixes que pudermos, mas, somente vivendo o que o Senhor nos ensinou até aqui, poderemos entrar na posse da Promessa e ter a pesca milagrosa.

Para chegar ao versículo seis de Lucas cinco, é preciso passar pelos versículos primeiro, segundo, terceiro, quarto e quinto.

a) Reconhecer a própria barca;

b) Deixar Jesus entrar na barca

c) Ouvir a voz do Senhor;

d) Ir mais para o fundo;

e) Confiar na Palavra;

f) Lançar as redes para a pesca.

A Emmir Nogueira, numa de suas pregações, diz que o Senhor nos cura na missão. Quando o ministério, segundo ela, está em problemas, deve ir pra missão, pois, é a missão que traz a cura. Mas, para isso, é importante escutar o Senhor e saber qual é a missão que Ele está nos dando. Para cada ministério tem um mar que é preciso entrar e lançar as redes. Sem escutar o Senhor, nunca saberemos qual é esse mar, e estaremos presos a nossos “achismos, vaidades, orgulhos, vontades e projetos pessoais” e nunca poderemos ver a pesca milagrosa.

Se o seu ministério não tem visto os peixes em grande quantidade pare e pergunte: será que estou no centro da vontade de Deus? Será que estou obedecendo ao Senhor? Será que estou fazendo o que Deus quer que eu faça?

Lançar as redes sem o envio missionário do Senhor, através do Grupo de Oração, não traz pesca milagrosa. É o Grupo de Oração quem deve coordenar o ministério e indicar o que o ministério deve fazer. E o ministério deve fazer sempre e somente, o que é necessário para o grupo de oração: animar as reuniões, preparar para a pregação através do ciclo carismático, levar as pessoas a se abrirem para Deus... A este respeito, Jesus ensina: "Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer". (Lc 17,10) E Paulo ensina: “Por conseqüência, meus amados irmãos, sede firmes e inabaláveis, aplicando-vos cada vez mais à obra do Senhor. Sabeis que o vosso trabalho no Senhor não é em vão.”(I Cor. 15,58)

Penso que já está na hora de sairmos do superficial do fazer as coisas por fazer e entrar na posse da Promessa do Senhor para nós e para nosso ministério. Isso significa fazer todos os passos evidenciados aqui e dizer ao final: “Por causa da Tua Palavra, lançaremos as redes em nosso ministério!”

Louvado seja Deus!

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Somos um movimento eclesial, isto é, um jeito da igreja se manifestar. Queremos semear por todos os cantos da terra a cultura de Pentecostes. Renova os teus prodígios em nossa diocese. "Veni, spiritus creator"