quarta-feira, 26 de dezembro de 2012


O discípulo e sua relação com o Mestre

altNesse primeiro momento, vamos sintetizar aqui três características essenciais para um discípulo na sua relação com o Seu Mestre.

A) Sentar-se aos pés do Mestre

É evidente a diferença entre Jesus e os famosos mestres da Antiga Grécia, como Sócrates, Aristóteles e Platão porque estes ensinavam seus discípulos enquanto iam caminhando, mas Jesus ensinava de modo especial quando ele se sentava, cujo objetivo era transmitir tranquilidade aos ouvintes, que automaticamente eram convidados a sentarem-se para ouvi-Lo.

O evangelista Lucas – e somente ele - narra um episódio muito importante que ilustra a necessidade de se estar aos pés do Mestre.

Estando em viagem, entrou num povoado, e certa mulher, chamada Marta, recebeu-o em sua casa. Sua irmã, chamada Maria, ficou sentada aos pés do Senhor, escutando-lhe a palavra. Marta estava ocupada pelo muito serviço. Parando, por fim, disse: ‘Senhor, a ti não te importa que minha irmã me deixe assim sozinha a fazer o serviço? Dize-lhe, pois, que me ajude’. O Senhor, porém, respondeu: ‘Marta, Marta, tu te inquietas e te agitas por muitas coisas; quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte que não lhe será tirada’.

Maria escolheu a melhor parte que não se será tirada. A melhor parte é estar aos pés do Mestre, ficar em sua presença, escutar a sua palavra, os seus ensinamentos. O discípulo é aquele que deve passar tempo desfrutando da presença do Mestre, essa é a sua atividade mais importante.

Muitos caem no erro de pensar que serão verdadeiros discípulos se lançarem a fazerem muitas coisas, muitas obras, muito apostolado, e isso não é verdade. É certo que todo discípulo é um missionário, mas o fazer é resultado do ser. A missão é um transbordamento daquilo que foi aprendido aos pés do Mestre. É preciso exercitar-se na prática da oração pessoal, da adoração eucarística, da leitura orante da Sagrada Escritura, pois isso é estar aos pés do Mestre. Colocar-se várias vezes durante o dia em sua presença. Não deixar que as preocupações do dia a dia, com o trabalho, com a família, com os estudos, nem mesmo com o serviço da evangelização nos afastem de termos nossos momentos a sós com Ele. Na verdade, é dali que retiramos força e fecundidade para tudo mais na nossa vida.

O mundo em que vivemos nos apresenta um ritmo de vida que parece quase impossível fazermos isso. Mas o discípulo de Jesus, se quer crescer na intimidade com o seu Mestre, deverá disciplinar-se. Na verdade, a disciplina é uma qualidade do discípulo:

A palavra disciplina, derivando do termo discípulo que, no âmbito cristão, caracteriza os seguidores de Jesus e tem significado de especial nobreza, indica o modo de ser e de agir do discípulo, daquele que segue o Senhor e aprende, aos poucos, a arte e o esforço do seguimento ou do discipulado.

Organizarmos a nossa vida para que, com alegria, possamos ter um encontro marcado diariamente com Aquele que sempre nos espera: O Mestre-Jesus. Mas atenção: quando marcamos um encontro com Ele, Ele sempre estará ali nos esperando. Vamos dar esse salto de qualidade: um discipulado fecundo vivido junto à fonte, o Mestre.

B) Escutar a voz do Mestre

Para quê o discípulo senta aos pés do Mestre? Para exercitar uma tarefa muito importante e difícil: escutar a voz do Mestre. O discípulo é aquele que, antes de tudo, quer aprender com o Mestre. Portanto, seu grande desafio é ter ouvidos de discípulo, atentos, sensíveis a voz do Mestre.

Jesus certa vez disse aos seus discípulos que eles eram felizes porque muitos profetas e reis desejaram ouvir o que eles ouviam e não o ouviram. Muitas vezes, na nossa correria, e cheios de boa intenção, falamos de Jesus para os outros, mas falamos pouco com Ele, e menos ainda O ouvimos. Outras vezes, paramos para orar, mas falamos tanto e não deixamos Ele falar conosco. É preciso pedir o dom da escuta ao Senhor e exercitar-se para adquiri-lo. É preciso rezar como rezava o jovem Samuel:

Fala, Senhor, que teu servo escuta
.
É interessante saber que a pessoa que nasce surda nunca poderá falar. E isso acontece na nossa vida espiritual também: se não ouvirmos a voz do Senhor, jamais poderemos falar com autoridade do seu nome!
A todo o momento o Senhor deseja falar conosco. É preciso estar atentos a Sua voz: é necessário treinar a escuta; o exercício do silêncio interior, e quando possível associado ao silêncio exterior, é um excelente caminho.

Deixemos o Senhor modelar a nossa escuta para que possamos rezar junto com o profeta Isaías:

Cada manhã ele desperta meus ouvidos para que eu escute como discípulo. O Senhor abriu-me o ouvido e eu não relutei, não me esquivei.

O maior exemplo de verdadeiro discipulado que exercita a escuta é a Virgem Maria, pois ela, mais do que ninguém, ao fazer a experiência de escuta de Deus, nos ensina o Evangelho que:
Maria conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração.

Que a Virgem do silêncio nos ajude nesse caminho de escuta do Mestre.

C) Obedecer ao Mestre

É impossível conceber um discípulo que não obedece ao seu Mestre. O verdadeiro discípulo de Jesus sabe obedecê-lo sempre. Pois a Palavra do Mestre é a verdade absoluta. Só é discípulo aquele que faz o que o Mestre ordena. No entanto, só obedece quem ouve! A própria raiz da palavra obediência é obaudire. A palavra audire significa ouvir. Portanto, obediência significa ouvir com atenção. O Catecismo da Igreja Católica ensina que:

obedecer na fé significa submeter-se livremente à palavra ouvida, visto que sua verdade é garantida por Deus, a própria verdade.

Jesus não somente diz a Verdade, mas Ele é a própria Verdade. Por isso, ainda que tudo pareça absurdo na ordem do Mestre, é preciso confiar Nele. O apóstolo Pedro fez essa experiência: depois de uma noite inteira de trabalho na pesca sem resultado, o Mestre lhe diz:

Faze-te ao largo e lançai as vossas redes para pescar. Simão respondeu-lhe: Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos, mas por causa da Tua palavra, lançarei a rede.

Pode parecer um absurdo um carpinteiro ensinar um pescador experiente a pescar, mas ele não é um simples carpinteiro, e sim o Mestre dos Mestres, é Jesus de Nazaré!E Pedro fez a experiência de uma pesca abundante porque teve a coragem de obedecer a ordem do Senhor. Da mesma maneira, Pedro também fez a experiência de lançar no mar um anzol para pescar um peixe para extrair da barriga dele uma moeda; da mesma forma, a pedido do Mestre, foi buscar um jumento no povoado de Betfagé, para que ele pudesse entrar em Jerusalém sem saber quem era o dono, mas foi, e deu certo. Se o Mestre manda é preciso obedecer, mesmo sem entender tudo no momento. O bom discípulo vai precisar se arriscar na palavra do Mestre, essa é a obediência da fé. E não ficar questionando, pois somente pelo fato do Mestre estar ordenado é o melhor para nós e para os outros, e podemos executar sem receio algum.

O discípulo não é somente aquele que obedece ao seu Mestre, mas que o obedece em tudo. Não só naquilo que lhe parece fácil, ou no que mais lhe agrada. Seus discípulos são aqueles que cumprem a sua vontade. E a obediência não é só questão de fazer o que é certo, é antes de tudo um sinal de amor. Jesus disse aos seus discípulos:

Se alguém me ama cumprirá a minha palavra.

Nós não estamos falando aqui de uma obediência fria a Jesus - Mestre, mas uma obediência que brota do amor, que não se confunde com uma obrigação servil, mas vem da certeza que Nele estamos seguros, e que não há outra voz melhor para seguirmos, pois como o apóstolo Pedro diz:

A quem iremos nós Senhor, só tu tens palavras de vida eterna.

Uma obediência que serena e acalma o coração. Que nos leva a cumprir a vontade do Mestre. Por fim, para nos iluminar nesse assunto da obediência unida ao amor, sigamos o ensinamento de um dos grandes discípulos de Jesus - Mestre de nossos tempos, São Pe. Pio de Pietrelcina, que diz:

Onde não há obediência, não há virtude; onde não há virtude, não há bondade, não há amor; onde não há amor, não há Deus.

Texto extraído do livro "Sentinela da Manhã - Um caminho de discipulado", disponível através do site da Editora RCCBRASIL.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012


O fim do mundo


altNão é brincadeira! O mundo vai acabar! Com toda certeza, um dia Deus será tudo em todos, as coisas antigas passarão, contemplaremos o Filho do Homem vir nas nuvens com grande poder e glória (Mc 13,26). Mas... "quanto àquele dia, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai" (Mc 13,24-32).

É da segunda carta de São Pedro a recomendação: "O que esperamos, de acordo com a sua promessa, são novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça. Vivendo nesta esperança, esforçai-vos para que ele vos encontre numa vida pura, sem mancha e em paz. Considerai também como salvação a paciência de nosso Senhor" (2 Pd 3,12-15). Aliás, já vivemos no fim dos tempos, desde que veio o Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Inaugurou-se, pela bondade de Deus, o tempo novo. Somos por ele chamados a viver nesta terra antecipando e apressando o dia de Deus (cf. 2 Pd 3,12).

Logo, nenhuma preocupação com o fim do mundo, mas muita ocupação em viver neste mundo com justiça e piedade. Quando se completar a obra, esta chegará ao seu término, será completa, chegará ao fim! Vale a pena buscar um roteiro de viagem para a caminhada nesta terra, ocupando-nos com o que constrói desde já o Reino de Deus, no qual também os seus filhos reinarão.

Temos uma virtude, que é dom de Deus recebido de presente no Batismo, a esperança, que nos dá a certeza de não estarmos num beco sem saída. Não fomos jogados neste mundo, como obra do acaso! Temos nome diante a face de Deus, somos reconhecidos e tratados como filhos e destinados à felicidade. O Pai do Céu fez este mundo como paraíso para suas criaturas, e é nossa missão lutar para que ele seja assim e para todos. Daí, faz parte da missão do cristão reconstruir, consertar, tomar iniciativa, espalhar o bem, semear por acreditar na colheita, não só aquela do final dos tempos, mas as muitas e sucessivas florações do jardim de Deus em torno a nós. Em qualquer etapa da viagem, a meta é certa!

Não perder tempo, mas preencher com amor a Deus e ao próximo cada instante da existência. Quem chega ao fim de um dia maravilhosamente cansado, depois de ter feito o bem, será feliz e realizado. Nem terá tempo para medo de escuridão ou dos inexistentes fantasmas que podem povoar a "louca da casa", a imaginação. Não terá medo da morte, pois sabe que ela um dia chegará no melhor momento da existência de cada pessoa. É que Deus, sendo Amor, colherá  a flor da vida de cada filho ou filha no tempo certo, pois para ele um dia é como mil anos e mil anos como um dia (Sl 89,4). Ninguém na ociosidade! Não perder tempo!

Ao longo da estrada, há sinais oferecidos por Deus, mostrando o rumo da viagem. Pode ser o irmão caído beira do caminho, um grito que pede atenção. Ali, há que descer da montaria de nosso orgulho ou falta de tempo, derramando o óleo e o vinho do afeto (Cf. Lc 10,30-37), dando o que pudermos para que aquele que caiu seja confiado à "estalagem" chamada Igreja, a quem cabe cuidar da humanidade até o Senhor voltar!

Muitas vezes será a palavra anunciada, "oportuna e inoportunamente" (2 Tm 4,2), cujo som ecoa e chega ao ouvido e ao coração. Até o Senhor voltar, sinal será a comunidade que participa da Eucaristia, enquanto espera sua vinda, clamando quotidianamente "Vem, Senhor Jesus". Na Eucaristia, torna-se presente o sacrifício de Cristo, sua Morte e Ressurreição. Mesa preparada, irmãos acolhidos, Céu que se antecipa e nos faz missionários! Acolher a todos e fazer crescer a Igreja.

Quem escolhe o seguimento de Jesus Cristo prestará atenção nos "sinais dos tempos", aprendendo com as lições de sua história pessoal e dos acontecimentos. Para dar um exemplo, ao ler ou ouvir as notícias diárias de crises, crimes ou desastres, saberá ir além dos sustos ou escândalos. Ao invés de achar que o fim do mundo está chegando, porá mãos à obra, buscando todos os meios para que o dia de amanhã seja melhor do que hoje. Será sua tarefa ir além das eventuais emoções oferecidas pelos acontecimentos, para edificar com serenidade e firmeza o futuro. Se para tanto haveremos sempre de contar com a graça de Deus, que ninguém se esqueça de que, após a criação do mundo, o cuidado com tudo o que era "muito bom" (Cf. Gn 1,1-31) foi entregue ao homem e a mulher. Responsabilidade!

Mais ainda! Quem olha ao seu redor, verá que a viagem se faz em comunhão com outras pessoas. Ninguém tem todos os dons e todas as capacidades. O apóstolo São Paulo já ensinava, comparando com o corpo a vida da Igreja (Cf. 1 Cor 12,1-31) o jeito de partilhar com os outros na aventura da existência nesta terra. Enquanto caminhamos, é bom aprender as leis da eternidade, onde Deus será tudo em todos. Partilhar os dons e os bens,  superar a ganância e aproveitar todas as ocasiões para estar com os outros, construindo um mundo de irmãos. Na eternidade, não haverá luto, nem dor, egoísmo ou tristeza! É bom antecipá-la!

Assim, ouvir a Igreja que fala do fim dos tempos, será uma positiva provocação a todos os cristãos. Atenção aos avisos de trânsito na estrada do Reino definitivo: "A meta é certa!"; "Não perder tempo!";
"Acolher a todos e fazer crescer a Igreja!"; "Responsabilidade!"; "Antecipar os valores da eternidade!" Poderemos então rezar confiantes: "Senhor nosso Deus, fazei que nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas". Amém! Maranatha! Vem, Senhor Jesus! Amém!

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano de Belém
Assessor Eclesiástio da RCCBRASIL

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Caravana para o ENF 2013

TEMA-2013-HORIZONTALIrmãos a paz de Jesus!
Queremos apresentar a programação e o valores da caravana para o Encontro Nacional de Formação da RCC 2013.

Dia 21/01/2013: Segunda-feira - Saída de Campina Grande.
02h00 – Transfer p/ Aeroporto Castro Pinto – João Pessoa
04h30 – Check-in - embarque
06h00 – Saída para Guarulhos – SP, com conexão em Brasília
13h35 – desembarque em Guarulhos – SP.
14h30 – Transfer para Aparecida do Norte – SP
18h00 – Chegada em Aparecida do Norte
19h00 – Jantar / Noite Livre

22/01/2013 – Terça-feira

07h00 – Café da manhã
08h00 – Visita a Basílica, shopping dos romeiros, Torre e Museu Sacro (ingresso não incluso).
14h00 – Passeio ao Rio Paraíba do Sul (ingresso não incluso).
18h00 – Jantar – Noite Livre

23/01/2013 – Quarta-feira
07h00 – Café da manhã
08h30 – Saída para Guaratinguetá - City tour na terra de Frei Galvão
11h45 – Saída para a Comunidade Canção Nova (Cachoeira Paulista)
12h30 – Almoço no restaurante da Canção Nova, opcional.
14h00 – Passeio: Conhecendo a comunidade Canção Nova.
18h00 – Participação no terço da Mãe Rainha
19h00 – Jantar.
20h00 – Missa do Clube do Ouvinte


24/01/2013 – Quinta-feira
07h00 – Café da manhã
08h00 – Saída para o ENF.
18h00 – Retorno ao Hotel em Aparecida do Norte
19h00 – Jantar – Noite Livre

25/01/2013 – Sexta-feira
07h00 – Café da manhã
08h00 – Saída para o ENF.
18h00 – Retorno ao Hotel em Aparecida do Norte
19h00 – Jantar – Noite Livre

26/01/2013 – Sábado
07h00 – Café da manhã
08h00 – Saída para o ENF.
18h00 – Retorno ao Hotel em Aparecida do Norte
19h00 – Jantar – Noite Livre

27/01/2013 – Domingo
07h00 – Café da manhã
08h00 – Saída para o ENF.
13h00 – Retorno ao Hotel em Aparecida do Norte
17h00 – Saída p/ Aeroporto Internacional de São Paulo
20h30 – Check-in Aeroporto Internacional de São Paulo
23h45 – Embarque p/ João Pessoa
02h00 – Desembarque Aeroporto Castro Pinto – João Pessoa
03h00 – Transfer Aeroporto / Campina Grande.
05h00 – Chegada em Campina Grande / Fim dos nossos Trabalhos.

O que está Incluso:


ü  Guia de Turismo de Excursão Nacional

ü  Estadia em hotel – 06 pernoites com café da manhã + 06 jantares

ü  Passagens aéreas de Ida e Volta

ü  Passeios: Guaratinguetá, Cachoeira Paulista.

ü  Transfer in/out – Aeroporto / Hotel / Aeroporto.

ü  Transfer in/out – Campina Grande/ Aeroporto Castro Pinto / Campina Grande.



OBS: Não estão inclusos no pacote:

  • ØDespesas pessoais durante a viagem com exceção das mencionadas.
  • ØEntradas para a Torre (Basílica de Aparecida), Ingresso para o passeio de Catamarã, taxas de visitações, etc.
  • ØSeguro viagem – A agência vende separado.





Valor do Pacote Preço individual:                                                   R$ 1.700,00



FORMA DE PAGAMENTO:



Aéreo: À Vista ou

Em até 06 vezes nos cartões Visa, Mastercard, Hipercard, America Express,...

Terrestre: Transfer in / out, hospedagem, traslado Campina Grande / Aeroporto Castro Pinto / Campina Grande, Passeio a Guaratinguetá / Canção Nova, Transfer hotel / local do evento / hotel nos dias 24, 25, 26 e 27/01/2013:

À Vista ou

Entrada de 30% e saldo em 04 vezes nos Visa, Mastercard, Hipercard, America Express,...

Nós precisamos da resposta até o dia 11 de novembro para que permaneça esse valor, caso contrário o pacote poderá aumentar.

Entre em contato conosco por meio do e-mail:

rcc.cg@hotmail.com

Um testemunho a favor da vida



altAcompanhe o testemunho de Karina Lemos dos Santos Coelho, da cidade de Cuiabá, no Mato Grosso. Karina participa do Grupo de Oração Obra de Maria, que pertence à Comunidade  Cristo Redentor, Paróquia do Rosário. Ela  fala sobre a ação de  Deus na sua vida durante toda a  gestação do pequeno  Igor e os desafios enfrentados com a anencefalia.
“Eu estava grávida do Igor,  meu primeiro filho,  e no 4º  mês, foi detectado um atraso no crescimento, afetando todo processo de desenvolvimento dele. Foi diagnosticado, entre outras anomalias,  a  anencefalia.
Na tentativa de salvar meu filho, acreditei na médica que disse que ele não tinha possibilidade de vida dentro de mim e que iríamos tentar um parto prematuro. Enquanto me preparavam para entrar no centro cirúrgico, descobri que o bebê também não tinha chance de vida fora de mim, e que viria a falecer logo que nascesse. Alguns médicos, já reunidos tentavam decidir por mim sem o meu conhecimento.
Minha família soube e então, entrou em ação à favor da vida, pois assim como eles, eu também era contra o aborto. Acreditei num milagre, mas deixei Deus ser Deus  e decidir o que fazer.
Então recebi a notícia! Já internada e com todos os preparativos para o 'parto', a médica esclareceu que a cirurgia seria um aborto, pois o Igor não iria sobreviver... Precisavam apenas do meu consentimento diante da autorização de 'antecipação terapêutica do parto' já que os médicos estavam prontos para realizá-lo, defendendo a 'necessidade' de fazê-lo pois, segundo eles, era um absurdo levar a gestação adiante, após esse diagnóstico.
Tentaram nos convencer de todas as formas e com todos os argumentos científicos de que essa era a melhor solução.Naquele momento tive sim, muita tristeza, havia mais possibilidade de morte do que de vida, mas Deus estava lá e era o Senhor da história. Igor veio com a linda  missão de nos ensinar a amar até o fim! Amar incondicionalmente!
Pensei ainda que levando a gestação até o fim, se o Igor vivesse ao menos por duas horas, seria possível doar seus órgãos e que teriam crianças aguardando essa doação. Os órgãos eram normais e ele já estava com seis meses. Seria outra missão lindíssima! Quantos de nós dariam a vida para que outros pudessem viver?
Sou a favor da vida e não tenho o direito de decidir quem vai viver. Embora eu mesma corresse risco de morte, decidi ir até o fim. Não gerei o Igor sozinha! Percebi que no dia 25/04 um movimento estranho em minha barriga me dava a certeza de que ele tinha morrido. Era o dia do meu aniversário. Então, 26 /04 um ultrassom confirmava o óbito fetal.
Inicia-se ali um lindo processo de conversão.Uma missão que muitos levam anos para entender, o Igor, em seu pouco tempo de vida a cumpriu!
Hoje, vendo tudo o que está acontecendo, toda a mobilização pela desciminalização do aborto no nosso país, parece-me que ainda temos muito o que aprender sobre isso e muitos passarão por essa vida sem aprender porque não tiveram a oportunidade que eu tive com meu filho anencéfalo que me  ensinou a viver no amor!JESUS não nos deixará sem paz se mantermos os olhos fixos Nele!
Igor foi minha primeira alegria , depois veio a segunda- Gabriel, a terceira, o Henrique e a quarta, Tobias. Deixem  Deus  Ser Deus!!!
'Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.'(São Mateus 25,40)
Obrigada Senhor, por ter me amado Tanto assim!”

sábado, 27 de outubro de 2012


A vitória da cruz na nossa vida

 “Erguei  a minha cruz sobre os vossos sonhos, a minha cruz que representou a derrota dos sonhos daqueles que pensaram que Eu iria restaurar imediatamente o reino de Israel, que ao me verem morrer na cruz viram morrer também o seu sonho de libertação das mãos do opressor. Estes não entenderam que Eu os libertei sim do verdadeiro opressor. Quando erguerdes a minha cruz sobre os vossos sonhos, o meu sangue lavará e restaurará corações desapontados e descrentes por terem visto tantos de seus sonhos ruírem. Eu lavarei as feridas da mágoa, desapontamento e tristeza profunda no meu sangue redentor. Eu resgatarei a verdade e cancelarei toda a ilusão e mentira a respeito da felicidade. Eu realizarei cura profunda em vosso interior para que volteis a crer e a sonhar. Eu lavarei no meu sangue a vossa visão para que possais ver os bens futuros que lhes preparei. Lavarei também no meu sangue todos os envolvidos, todas as pessoas e circunstâncias das quais dependeis para realizardes vossos sonhos. Eu vos libertarei das amarras da descrença, do fracasso, das palavras de maldição, do fatalismo e vos deixarei livres para sonhar, sem traumas, sem medos, sem nada que os prenda”.Por Maria Beatriz Spier VargasSecretária geral do Conselho NacionalGrupo de Oração MagnificatNo dia 17 de outubro de 2007, durante uma vigília, de madrugada, recebemos a profecia que nós chamamos “a profecia da cruz” (confira no box) e, desde então, temos rezado com ela permitindo que Deus nos cure de muitos males. Essa profecia fala de olharmos para nossa vida com olhos diferentes, para não termos só a visão do mundo, mas sim a visão cristã, na perspectiva da cruz. Ela fala de erguermos a cruz sobre nossos sonhos e desejar que o próprio Deus coloque os seus sonhos no nosso coração, pois eles são infinitamente maiores e mais bonitos do que todos os sonhos que nós poderíamos sonhar. É isso que nos ensina a história da salvação. O povo de Israel sonhava com alguém que os libertasse das mãos dos romanos, mas Deus sonhava com uma libertação maior, sonhava em resgatar todas as pessoas de todas as épocas das mãos do maligno e nos levar de volta à comunhão com Ele.

A cruz é para nós um símbolo do sacrifício único de Cristo como mediador entre Deus e os homens. Na cruz, temos a remissão dos nossos pecados e somos novamente admitidos na presença de Deus como filhos seus, filhos no Filho. A salvação universal foi consumada na cruz, porém, precisamos nos apossar dela tornando-a salvação pessoal para que a vitória sobre o mal aconteça na nossa própria vida. O próprio Jesus convidou seus discípulos a tomarem sua cruz e segui-Lo a fim de se associarem ao seu sacrifício redentor. Como podemos transformar a salvação universal em salvação pessoal, como podemos nos associar ao sacrifício de Cristo?

Olhando para a paixão de Jesus, podemos entender que o sofrimento na nossa vida, as podas, as perdas, as dores emocionais, as dores físicas, a dor na alma representam o nosso suor de sangue. Se nós pudermos dizer do fundo do coração como Jesus no Jardim das Oliveiras: “Pai, não seja feita a minha vontade, mas a tua” (Lc 22, 42b), então, estaremos unindo o nosso suor de sangue ao de Jesus e isso terá uma grande força redentora em nossa vida. Jesus, mesmo no meio da dor, nunca perdeu a perspectiva do Pai. Seu único desejo era glorificar o nome do Pai e fazer Sua vontade, porque Ele, acima de tudo, confiava no amor do Pai.

Dias atrás encontrei um casal de amigos cujo filho, ainda adolescente, resolveu acabar com a própria vida. A mãe, entre lágrimas, me disse: “Eu sei que não era vontade de Deus que a vida do meu filho acabasse assim, mas sei também que o Pai o ama muito mais do que nós o amamos e, naquela hora, Ele não o abandonou, Ele estava lá com o meu filho. Sei que o Pai nunca nos abandona, nem quando pecamos, porque Ele nos ama. Aconteça o que acontecer, Ele está junto de nós. Sei também que o sangue que Jesus derramou na cruz pelo nosso filho há de clamar por ele, pela sua salvação. Isso nos dá forças para continuar. Agora não é hora de negar a nossa fé, mas de afirmá-la. Nós continuamos a confiar em Deus e somos muito agradecidos a Jesus pelo o que Ele fez por nós e por nosso filho na cruz. Isso nos ajuda a retomar a vida apesar da dor”.

Essa mãe entendeu que é preciso fazer e manter o sacrifício do louvor, a reafirmação da fé, até o ponto de conseguir compreender que nada se perde ou fica sem sentido se vivido com Deus. A cruz na nossa vida não deve nos afastar de Deus, mas deve ser motivo de nos aproximar Dele, para poder se tornar salvação.

Aceitar a cruz, de forma que ela se torne redentora, é viver sempre totalmente na presença de Deus, sem fugir da própria vida para viver de ilusão. Jesus, antes de ser pregado na cruz, teve a oportunidade de tomar vinho misturado com fel, uma bebida inebriante que costumavam oferecer aos supliciados para atenuar os sofrimentos. Ele recusa esse entorpecente porque quer assumir plenamente sua missão, quer estar lúcido e consciente até o fim, não quer fugir daquela situação e nem daquele lugar.

Nós também não devemos nos iludir. Não é fugindo das dificuldades da nossa vida que as coisas se resolvem. É a bênção de Deus que coloca tudo em ordem e no lugar. Em todos os momentos de nossa vida, diante do trabalho, da família, da missão, devemos dizer: “Eis-me aqui, Senhor!”. Assim fazendo, somos colocados na presença de Deus, na presença da luz, da graça, do amor, do poder de Deus. Jesus, ao recusar a bebida entorpecente, nos ensina a estarmos inteiramente no lugar onde estamos e fazer aquilo que somos chamados a fazer. Por mais difíceis que sejam as circunstâncias que nos envolvem, se elas forem vividas na presença de Deus, o nosso fardo se torna mais leve e fazemos o que é certo para a nossa própria salvação e para a salvação dos outros ao nosso redor.

Aderir ao sacrifício da cruz para receber a salvação é estarmos dispostos a perdoar como Jesus perdoou. Ele disse: “Pai, perdoa-lhes: não sabem o que fazem” (Lc 23, 34). Quantas vezes negamos a cruz ao negarmos os ensinamentos de Jesus! Não abençoamos, não perdoamos, falamos mal uns dos outros pelas costas, julgamos, condenamos ao invés de colocarmos “nossa causa nas mãos daquele que julga com justiça” (cf I Pe 2, 23).

Certa ocasião, aprendi algo que muitas vezes falho por não fazer, mas que, quando faço, ocasiona muitas bênçãos na minha vida e na de todas as pessoas envolvidas: silenciar em oração. Quer dizer, quando fico tentada a falar mal de alguém e a criticar, começo a orar por essa pessoa. Rezo o Veni Creator por ela, pedindo que o Espírito Santo a ilumine, preencha o seu coração com o fogo do seu amor e a console em todas as suas aflições. A seguir, rezo por mim mesma, com a Palavra, pois creio que a Palavra de Deus é poderosa para arrasar as fortificações do orgulho e do pecado em mim, rezo assim: “Sei que a esperança não engana, pois o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5, 5). Peço que aquilo que a Palavra diz aconteça em mim, que o amor de Deus tome conta do meu coração e me ajude a perdoar e não julgar. Testemunho que é impressionante a ação de Deus na nossa vida quando colocamos as situações que poderiam se transformar em pecado diante do amor de Deus, clamando pelo Espírito Santo. Acontece o que a Palavra diz, o amor de Deus é derramado no nosso coração e conseguimos nos acalmar, conseguimos perdoar, conseguimos enxergar as coisas sob outra perspectiva, pois a luz do Espírito Santo é derramada sobre o nosso entendimento. Silenciar em oração é fazer como Jesus na cruz, pois Ele poderia ter denunciado tantas coisas, mas calou e perdoou e isso falou muito mais alto. Não nos iludamos, o que nos torna tristes e deprimidos, magoados e ressentidos não é o que os outros nos fazem, mas como nós reagimos diante dos acontecimentos.

Deixemos o sonho de Deus vencer na nossa vida, assumindo a cada dia a nossa vida com fé e vivendo no amor e no perdão como Jesus nos ensinou. Essa é a vitória da cruz, a vitória do bem sobre o mal.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012


RCC CG elege seu novo presidente

400302 525501014145591 1504191455 n
Durante os dias 19, 20 e 21 de outubro a Renovação Carismática Católica de Campina Grande esteve reunida para discernir e votar para a presidência da RCC diocesana, foram momentos marcados pela oração, partilhas, adoração, celebrações eucarísticas e formações. Um momento de se refletir sobre a liderança do movimento.

Tivemos a graça de eleger o atual coordenador do ministério de comunicação, HERNANDES BRANDÃO, para, a partir de, o próximo ano presidir o Conselho Diocesano da RCC e coordenar as atividades do movimento na diocese. Este momento foi uma confirmação do que todos já esperavam. 
Que Deus favoreça suas graças na vida desse nosso irmão.

José Luís
Presidente da RCCCG

quarta-feira, 10 de outubro de 2012


Moção Profética


Ele é o doador de Vida!


Na 30ª edição do nosso Congresso Nacional, realizado de 10 a 15 de julho de 2012 em Foz do Iguaçu/PR, durante a pregação da Patti Mansfield, um trecho de sua fala inspirada tocou-nos de forma especial:

"Eu sou chamado o doce hospede da alma: deixe que Eu seja o doce hospede das suas almas. Eu sou chamado de refrigério para os que estão cansados: deixe que Eu seja refrigério para você nos seus cansaços. Eu sou chamado de poder e força para os fracos: deixe que Eu seja poder para você. Eu sou chamado de luz para aqueles que estão nas trevas: deixe que Eu seja luz na sua vida. Recebam o Espírito Santo, o Senhor, o doador da vida".

Doce hóspede da alma, que age em nossa liberdade e deseja nos doar a vida. Aleluia! Gentilmente nos pede: “Posso ser o refrigério, a força, a luz de suas vidas?”. E que vida é essa que anseias nos oferecer?

Quando recorremos a Sagrada Escritura, no livro do profeta Ezequiel, encontramos a resposta. Fala-nos de uma fonte maravilhosa que jorra do templo, uma torrente que se lançará no mar. A tradução da Bíblia Ave Maria no seu rodapé nos diz que este mar é o Mar Morto, cujas águas eram salgadas demais para permitir a vida. No entanto, a Palavra de Deus nos diz que essa corrente aí será lançada, tornando essas águas mais saudáveis (cf. Ez 47, 1-8). Prossegue o texto bíblico com esta afirmação: “em toda a parte aonde chegar a torrente haverá vida” (Ez 47, 9b). Depois da passagem destas águas que vem do santuário (cf. Ez 47, 12), o que antes eram sinais de morte se transformam.

Sejam quais forem os símbolos empregados, sopro ou água, neste caso ambos se referem à vida. E vida onde há uma situação de “não-vida”. A moção destacada nos fala de cansaço, fraqueza, trevas. E podíamos acrescentar tantos outros indícios que traduzem a nossa condição quando nos falta a vitalidade.

Alegremo-nos, pois o Senhor que dá a vida nos convida a abrir o coração para que Ele atue de forma nova. Ele pode e quer nos devolver a vida. E pede somente: “deixe que Eu seja...”. Ore neste instante: “Eu deixo, eu permito que ajas de maneira nova em minha vida. Entrego-te meu cansaço, minha fraqueza. Permito que seja meu refrigério, minha força. Deixo que dissipes as trevas que me circundam. Vem iluminar as minhas incertezas. Renovar a minha vida. Devolver-me o brilho. Vem Espírito Santo. Vem doador de vida”.

E sempre que nos sentirmos sem vida, recorramos ao Espírito Santo. Onde Ele toca tudo se transforma. Qual realidade você precisa que Ele toque agora? Basta apresentá-la, com fé. Não perca tempo, ainda que seja no silêncio do teu coração!

ENF 2013 está com inscrições abertas

As inscrições para o próximo Encontro Nacional de Formação (ENF) estão abertas. O evento acontece entre os dias 24 e 27 de janeiro de 2013 e é voltado aos coordenadores e ministérios. Possivelmente este seja o primeiro evento a ser realizado no Centro de Eventos da Sede Nacional da Renovação Carismática Católica do Brasil, em Canas/SP.
O evento é marcado por momentos de profunda oração, formação e escuta profética. Outro aspecto muito importante é a partilha: projetos e serviços em andamento são apresentados às lideranças; as moções proféticas são compartilhadas e, a partir delas, são repassados direcionamentos sobre os trabalhos a serem desenvolvimentos pelo Movimento em âmbito nacional.
O primeiro lote de inscrições estende-se até o dia 30 de novembro e custa R$ 60,00. A partir de 1º de dezembro os valores serão alterados.

Conheça o tema e a arte da RCC para 2013

A Renovação Carismática Católica do Brasil já tem o tema que norteará suas atividades durante o ano de 2013: “Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”. Este versículo está na primeira carta de São João, capítulo 5, versículo 4b. Tal temática foi discernida pelo Conselho Nacional como forma de incentivar o Movimento a vivenciar de forma intensa a proposta do Ano da Fé, que será aberto pelo Papa Bento XVI nesta quinta-feira, dia 11 de outubro, como comemoração ao 50º aniversário do início do Concílio Vaticano II.

O tema também é um convite ao vivo e autêntico testemunho cristão, buscando incentivar cada carismático a exercer a militância apostólica e a combatividade profética em suas realidades. Dessa forma, a arte que ilustra essa temática evidencia a cruz, principal símbolo da nossa fé.
Baixe aqui a arte do tema da RCC para 2013.

Tema de carnaval
A temática para os encontros de carnaval 2013 também já foi escolhida pelo Conselho Nacional e será "Se creres, verás a glória de Deus" (Jo 11,40)

terça-feira, 2 de outubro de 2012


Notícias da RCC Paraíba

Eleições 2012: Leia a carta do presidente estadual sobre o pleito eleitoral

eleicoes2012-600x451Irmãos e Irmãs, Paz e Fogo!

Sobre as eleições.

Dentro de poucos dias estaremos escolhendo nossos representantes municipais. O direito ao voto é uma das mais importantes manifestações de cidadania. Devemos, pois, exercê-lo de forma consciente e livre. Não obstante tantas denúncias de corrupção no meio político, o direito ao voto tem um caráter libertador se bem praticado.

Chamo atenção para uma situação que nessa campanha eleitoral ficou muito evidente. As redes sociais alteraram significativamente a forma de promoção dos candidatos. E isso é bom! Se o objetivo é divulgar o candidato, seus planos e projetos isso é muito bom. No entanto, algo tem impressionado muitíssimo. A participação de muitos cristãos nesse tipo de “campanha digital” está revelando que muitos de nós somos cópias aperfeiçoadas daqueles fariseus que diante de Jesus o aplaudia, mas por trás tramavam contra ele. E isso é mau, muito mau! Alguns comentários postados nas redes por cristãos católicos têm sido de uma ferocidade incrível! Caridade, nenhuma! Temperança, nenhuma! Respeito, nenhum! Atacam os adversários de seus candidatos como se estivessem atacando animais selvagens. É triste de ver! É triste de ler! Comentários maldosos, denegridores da imagem do outro, mentirosos por vezes, etc, etc. Parece uma rinha de galo, onde cada qual incentiva a luta pelo simples desejo de ver a desgraça e a derrota do outro. Mas isso não é o pior... Os ataques já são totalmente desproporcionais quando desferidos contra aqueles que não comungam da nossa fé, no entanto, quando se ataca desse modo impensado irmãos na fé, chegou-se ao limite do despropósito. Tenho visto com um misto de preocupação e decepção a “militância” de irmãos cristãos católicos carismáticos nessas eleições. Existem é claro às exceções; toda regra tem as suas. Porém, na grande maioria o que se tem visto são manifestações raivosas ou debochadas. Não sei quais são as piores... E isso dentro da mesma cidade, onde por vezes há apenas um único grupo de oração! Irmão contra irmão! Os grupos de oração se esvaziam enquanto as passeatas/carreatas enchem. Penso que se não há um candidato que mereça o apoio do grupo de oração inteiro, não há candidato a ser apoiado/divulgado. Pelo menos abertamente, de modo que isso se torne escândalo e pedra de tropeço na vida de tantos que veem em nós exemplo de retidão e justiça.
Por fim, no que tange ao pleito que se aproxima, sugiro que façamos das redes sociais um campo de debates de ideias e não um campo de batalha... Não esqueçamos que não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar. O que nos une é infinitamente maior do que o que nos separa.


Conselho Nacional consagra nova presidência a Nossa Senhora Aparecida

A  tarde desse sábado (29) na reunião do Conselho Nacional da RCCBRASIL foi marcada por uma visita ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, onde ocorreu um ato de consagração da nova presidência eleita do Movimento à padroeira do Brasil.
O momento foi conduzido pelo assessor eclesiástico da RCC e arcebispo de Belém/PA, Dom Alberto Taveira, e aconteceu a pedido de Kátia Roldi Zavaris, que assume o cargo de presidente do Movimento em janeiro de 2013.
Em conversa com o Portal RCCBRASIL, Kátia ressaltou que a eleição na RCC não é um processo de escolha puramente humano, mas uma experiência de vivência dos carismas, na busca por se deixar direcionar pelo Espírito Santo. “Esse momento nos faz viver uma experiência do Senhorio de Jesus, pois sabemos que é a Sua mão poderosa que direciona todas as coisas. Meu coração está cheio de alegria e, como Maria, quero simplesmente dizer ‘eis me aqui, Senhor’“.
Em relação à missão de estar à frente do Movimento no Brasil, Kátia destacou a necessidade dos carismáticos serem agentes do Batismo no Espírito Santo: “Sinto que esse será um tempo de entregarmos, muitas vezes, nossas vidas nas mãos de Deus. Assim, seremos instrumentos 100% Dele e continuaremos difundindo a Cultura de Pentecostes no nosso país”.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012


RCCCG em oração pela eleição da nova presidência do conselho diocesano

RCC-CG

Nos dias 19, 20 e 21 de outubro a RCC-CG realizará o Retiro anual para Liderança. Nessa mesma ocasião será realizada a Assembleia Diocesana de Coordenadores onde elegerão a nova Presidência do Conselho Diocesano da RCC-CG para Biênio (2013/2014). Esse retiro/assembleia é destinado para todos os que fazem parte do núcleo de serviço do grupo de oração, comunidades da RCC, como também todos os coordenadores diocesanos de ministérios e seus núcleos. A assembleia de coordenadores terá por objetivo:
  1. Discernir e votar o nome do próximo (a) coordenador (a) e presidente do conselho diocesano;
  2. Apresentar a prestação de contas do Biênio 2011-2012 (até a data do retiro);
  3. Cadastrar todos os grupos de oração no SAVIC;
  4. Relatório de atividades da RCC;
  5. Outros assuntos.
O retiro de liderança será realizado no Centro Diocesano do Tambor, na Rua Claudino Gomes de Oliveira, 218, Bairro do Tambor – Campina Grande –PB. O retiro terá inicio às 18h da sexta-feira e término às 12h do domingo. Será cobrada uma taxa de R$50,00 para as despesas com local do encontro, alimentação (café da manhã, almoço e janta), passagem dos pregadores dentre outras despesas. Será necessário levar roupa de cama e utensílios/objetos de higiene pessoal.
Intensifiquemos nossas orações para este grande momento na vida da RCC diocesana. A MISSÃO É NOSSA! Pedimos que envie para nós todas as moções através do e-mail:
Deus os abençoe, Paz e Fogo!!!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Flávio Correia é o novo presidente do Conselho Estadual da RCCPB

Felippe e FlavioNos dias 1 e 2 de setembro aconteceu a eleição para presidente do Conselho Estadual da RCCPB, biênio 2013-2014. O Conselho Estadual elegeu Flávio Laurentino Correia como novo presidente em assembléia realizada no Mosteiro Mãe da Ternura em Itatuba-PB e contou com a intercessão da equipe estadual, equipes diocenanas, entre outros.
O encontro começou no sábado à tarde com a Santa Missa, presidida pelo Pe. Givaldo de Itatuba. Logo após, Flávio, então Construtor Estadual, explanou sobre a situação da Paraíba na contribuição para a construção da Sede Nacional da RCC. Em seguida, Juliana Lacerda, tesoureira estadual, fez a prestação de contas de todo o movimento do caixa da RCCPB. Por fim, Felippe Felizardo, atual presidente, agradeceu ao Conselho e à Equipe estadual, falou da conquista e das lutas nestes 4 anos à frente do movimento na Paraíba e da importância de todos que estiveram ao seu lado, principalmente sua esposa, Ozania. "Agradeço a vocês por esta entrega. Não é fácil. Querer ser santo no mundo de hoje não é fácil", disse.
Já à noite, o Conselho Estadual se reuniu para tomada de algumas decisões importantes para a Renovação local. Enquanto isso, a equipe e os outros servos estiveram em vigília, entregando a Deus a eleição que ocorreria no dia seguinte e clamando a ação do Espírito Santo sobre o então futuro coordenador.Aldir-e-Flavio
No domingo, contamos com a presença de Aldir Paulino, presidente do Conselho da RCC RN que estava representando o Conselho Nacional para conduzir a eleição na Paraíba. "A missão do presidente do conselho estadual requer conhecer a realidade do que se vive, pastorear, cuidar, ouvir, amar, corrigir. É amar, acolher, fazer a vontade de Deus, semear a cultura de Pentecostes aonde Deus nos tem confiado. É o empenho e o amor de cada um de nós que vai fazer a diferença", enfatizou.
Logo após, os servos estiveram novamente em intercessão enquanto acontecia a eleição. Flávio Correia, atual Secretário-Geral e Construtor Estadual foi eleito para um mandato de dois anos, começando no dia primeiro de janeiro de 2013. "Que Deus, assim como concedeu a Salomão, me dê um coração que só escute a Ele. Que meu coração possa estar em sintonia com Deus para que diante desta missão que está sendo confiada, eu possa ter uma intimidade tão profunda com Deus para cumprir com todos os sonhos e projetos desse movimento. Eu decidi Jesus, te eleger como o meu Senhor. Que assim seja", concluiu o presidente eleito logo após a confirmação da sua eleição.
Por fim, Felippe agradeceu a todos os presentes e juntamente com todos os Presidentes Diocesanos, se comprometeu a ajudar Flávio no que for necessário. Todos puseram seus serviços à disposição do Senhor, através da RCC Paraíba.

domingo, 19 de agosto de 2012


Rumo ao Jubileu de Ouro da RCC


Em 2017, a Renovação Carismática Católica comemora o seu Jubileu de Ouro. Nesta ocasião, serão celebrados os 50 anos do chamado retiro de Duquesne, fato que desencadeou o Movimento no mundo.
De forma a marcar esta importante marca, os Serviços para a Renovação Carismática Católica Internacional (ICCRS) prepararam um projeto que inclui uma série de iniciativas em torno desse momento. Conheça a visão do ICCRS sobre o Jubileu e os passos que integrarão a celebração dos 50 anos da RCC.
As etapas são bienais, ou seja, a cada dois anos, e tem atividades e objetivos específicos. Veja abaixo.





Rumo ao Jubileu de Ouro da RCC
Um Novo Pentecostes para uma Nova Evangelização
2012-2013
Martyria
Acendendo a Chama
“Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito.” (Rm 12, 1-2)
Prioridade: Foco na Identidade da RCC
Palavras-chave: Acendendo a chama + Martyria + Renovação + Batismo no Espírito Santo + Evangelização
Eventos do ICCRS: Encontro Mundial de Jovens – Brasil 2012 + Consulta Profética – Jerusalém 2013
Tarefas: Apresentar mais pessoas à experiência do Batismo no Espírito Santo + Passar o fogo para a juventude
2014-2015
Koinonia
Inflamando a Chama
“Por esse motivo, eu te exorto a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria.” (2Tm 1, 6-7)
Prioridade: Foco na Maturidade da RCC
Palavras-chave: Mantendo e espalhando a Chama + Koinonia + Carismática + Formação
Eventos do ICCRS: Evento internacional – Uganda 2014 + Retiro internacional para sacerdotes – Roma 2015
Tarefas: Encorajar pessoas + Liberação dos carismas + Promover a maturidade eclesial + Proteger a Renovação e corrigir erros
2016-2017
Diakonia
Espalhando a Chama
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor.” (Lc 4, 18-19)
Prioridade: Foco na Influência da RCC
Palavras-chave: Inflamar a chama + Diakonia + Católica + Cultura de Pentecostes + Missão e Evangelização
Eventos do ICCRS: Jubileu de Ouro da RCC – Roma 2017
Tarefas: Mover-se em missão e evangelização + Servir à Igreja + Promover a Cultura de Pentecostes + Transformar a sociedade

Surgiu um grande sinal no céu


Deus fala sempre e é necessário apurar os ouvidos diante de suas palavras. Muitas vezes o silêncio é a sua voz (Cf. Is 30,15; Sl 64,2), outras muitas vezes manifesta-se através de pessoas por ele enviadas, cujos gestos e respostas aos apelos do Senhor são altamente eloquentes. Grita bem forte diante da história o sinal que é a Igreja, esposa de Cristo, cuidada com amor por aquele que se entregou para fazê-la santa e imaculada. Sinal de Deus é o fato de ser esta mesma Igreja constituída por homens e mulheres marcados pela fragilidade comum a toda a natureza humana, mas tocados pela graça de Deus, que os conduz progressivamente à estatura de Cristo (Cf. Ef 4,13-16). O mistério de Cristo, luz do Mundo, há de resplandecer na face da Igreja.
Tudo o que se diz da Igreja em geral pode ser aplicado em particular àquela que foi escolhida e preparada pelo Pai do Céu para ser Mãe de seu Filho amado, a Virgem Maria, Imaculada, Assunta ao Céu, sinal de Deus para o mundo. Por outro lado, tudo o que se diz de Maria pode ser aplicado à Igreja no seu conjunto, como graça e vocação (Cf. Ap 11,19; 12,1-10). Ao celebrarmos com a Igreja a Festa da Assunção de Nossa Senhora, deparamo-nos com uma torrente de ensinamentos a serem colhidos com sabedoria, ainda que não sejamos capazes de absorver toda a riqueza dos mistérios de Deus, realizados em santa cumplicidade com a humanidade, nos quais nos envolvemos, com Maria e do modo de Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe.
O fato de Deus ter preservado da corrupção a Virgem Maria, elevando-a em corpo e alma, “assumindo-a” na “Assunção”, traz consigo a lição do grande valor dado por Deus a tudo o que é humano. Não nos é lícito desprezar o corpo humano, as realidades terrestres destinadas a contribuírem à realização das pessoas, a beleza da natureza, o relacionamento entre as pessoas. Tudo tem um destino de felicidade e de eternidade, tanto que buscamos um novo Céu e uma nova Terra, onde Deus será tudo em todos! É inclusive condição para a realização humana nesta terra o olhar otimista dos cristãos em relação a toda a criação. Cabe-lhes passar pelas estradas do mundo plantando e colhendo o bem, recuperando a realidade e o sonho oferecidos por Deus no Livro do Gênesis, pois ele nos quer felizes no Paraíso. Nossa vida na terra é ao mesmo tempo saudade e esperança do Paraíso. Em Cristo, Salvador e Redentor, tudo é recapitulado, ganha um novo e definitivo sentido.
Olhar para o grande sinal aparecido do no Céu e dar-lhe um nome – Maria! – traz ainda a grande certeza de termos uma Mãe no Céu, criatura como todos nós, mas escolhida, preservada do mal e elevada à comunhão plena com a Trindade. Um privilégio e uma graça, que a tornou missionária! Ela chegou na frente para mostrar-nos a estrada. Bendita entre todas as mulheres (Lc 1,39-45) para nos mostrar o caminho da benção. Ela é Nossa Senhora da Esperança, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora do Presente e do Futuro! Junto de Deus está a nossa humanidade. Estabeleceu-se um laço definitivo, pelo que nos podemos renunciar a olhar para o Céu e caminhar para lá.
Olhando para aquela que foi assunta ao Céu, parece-me encontrá-la realizada aqui na terra em muitas outras pessoas que trazem os traços de Maria. Dentre tantas, no mês dedicado às diversas vocações na Igreja, volto meu olhar para os homens e as mulheres que descobriram um chamado semelhante ao de Maria, tornando-se sinais da plenitude do Reino de Deus, na vida religiosa. Quando muitos põem toda a esperança nos bens da terra, a vida religiosa proclama a plenitude de Deus, com a bem-aventurança da pobreza, transformada em voto, entrega total de vida, e diz a todos que Deus eleva os humildes, despede os ricos de mãos vazias e sacia de bens os famintos. Com a virgindade e a castidade vividas e testemunhadas, os religiosos e as religiosas reconhecem que Deus olhou para a pequenez de seus servos e servas, e o proclamam senhor de todos os seus afetos, dispostos a construir a fraternidade, não constituindo para si uma família própria, mas suscitando a ternura da família dos filhos de Deus. Ao mundo que luta pelo poder e o domínio de uns sobre os outros, a vida religiosa proclama, com o desafiador voto de obediência – “Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” – que Deus derruba do trono os poderosos. Nos religiosos e nas religiosas o Senhor Jesus quer continuar a se fazer servo, obediente até à morte, e morte de Cruz (Cf. Fl 2,1-11). São pessoas que podem ser parecidas com Nossa Senhora, são homens e mulheres “apressados”, desejosos de viver, desde já, os valores da eternidade. Sintam-se reconhecidos e valorizados pela sociedade, pela Igreja e por todas as pessoas que têm sede de Deus e muitos jovens experimentem o chamado a seguir Jesus de perto nesta forma de entrega à Igreja e ao Reino de Deus.
Com Nossa Senhora, com a Igreja e com as pessoas consagradas na Castidade, na Pobreza e na Obediência, pedimos ao Pai, Deus e eterno e todo-poderoso, aquele que elevou à glória do Céu, em corpo e alma a Virgem Maria, que nos faça viver atentos às coisas do alto, a fim de participarmos da sua glória.

Por Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém/PA
Assessor Eclesiástico da RCCBRASIL

quinta-feira, 9 de agosto de 2012


MENSAGEM DO NOVO BISPO DE CAMPINA GRANDE, DOM MANOEL DELSON PEDREIRA DA CRUZ, OFM,Cap.

Caicó, 08 de agosto de 2012.
Aos Irmãos e irmãos da Diocese de Campina Grande,

Ao Reverendíssimo Pe. Márcio Henrique Mendes Fernandes (Administrador Diocesano) e aos membros do Colégio de Consultores,

A todos os presbíteros, diáconos, religiosos, religiosas, ministros, missionários e agentes de pastoral,Às autoridades civis e militares,A todo Povo de Deus de Campina Grande,Caríssimos irmãos: Paz e Bem!

Quero saudar com paternal afeto aos irmãos presbíteros, diáconos, religiosos, religiosas, ministros, missionários, agentes de pastoral, membros de movimentos e pastorais, catequistas, funcionários da Diocese, paróquias e instituições da Igreja, evangelizadores, famílias cristãs, crianças, jovens, idosos, homens e mulheres de fé.Saúdo com grande respeito às autoridades civis e militares, com sua responsabilidade de promover o bem da Sociedade,Saúdo com todo carinho o Povo de Deus de Campina Grande e as pessoas de boa vontade.O Santo Padre Bento XVI acaba de me nomear Bispo da Diocese de Campina Grande. A minha resposta ao Papa é sim, que significa minha adesão à vontade de Deus, manifestada na pessoa do Pontífice. Estou dizendo sim ao Papa e, através da sua pessoa, estou dizendo sim à Igreja de Jesus Cristo que está em Campina Grande.O meu lema episcopal é: “Ide aos meus irmãos!” Estou indo aos irmãos e irmãs que estão nessa querida Diocese de Nossa Senhora da Conceição de Campina Grande. Levo no coração uma certeza: vou como irmão encontrar muitos irmãos e com vocês caminhar na fé, procurando viver o Evangelho de Jesus Cristo, como Igreja, nestes tempos tão desafiadores.Ainda emocionado, tento expressar os primeiros sentimentos. Neste momento, paira sobre mim certa perplexidade. E julgo isso como sendo muito natural. Tenho dois olhares e sentimentos correspondentes: um olhar sobre Caicó e outro sobre Campina Grande. Olho para a Diocese de Caicó e o coração se aperta de saudades: deixar padres, diáconos, religiosos (as), pessoas próximas, colaboradores fieis e amigos; deixar este clima bom que a Igreja do Seridó vive; deixar trabalhos iniciados; partir para outras searas, depois de quase seis anos. Este sentimento humano é sempre vivido por todo missionário, que deixa tudo e vai em nome de Deus! Isso faz parte da missão do Bispo. Sei que tudo pertence a Deus e Ele cuida de todos. As sementes lançadas neste chão fértil de homens e mulheres de fé do Seridó potiguar vão fecundar e produzir muitos frutos. É o Senhor que vai providenciar os meios e pessoas para continuar sua obra. Acredito profundamente nisso. E isso me faz aceitar com paz e grande esperança a mudança que a Igreja me pede.Também olho e contemplo com interesse todo particular a Diocese de Campina Grande e brotam no meu coração outros sentimentos: novas e grandes possibilidades de partilhar a vida e a missão; desejo de ir ao encontro dos irmãos e irmãs que Deus está me dando; alegria de acolher infinitas possibilidades de realização; construir amizades e agir como pastor que Deus envia para esta grande diocese. Com vocês, meus irmãos, vou fazer um caminho de fé e fraternidade. Sei que irei crescer com vocês, aprender muito e descobrir novos horizontes e possibilidades de concretizar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.Agora, depois de expressar os primeiros sentimentos que me envolvem, penso nas minhas atitudes iniciais diante do mandato de ser bispo da Diocese de Campina Grande.No início de uma nova missão as palavras mais importantes são: acolhimento, conhecimento, diálogo, caminhar juntos, na fé e no amor. Quero, movido pelo Espírito Santo, acolher a todos; conhecê-los como meus irmãos e irmãs; dialogar sobre os assuntos pertinentes à vida da Igreja; e a partir daí fortalecer os vínculos da fé, na força divina do amor.Estou consciente da grandeza e importância da Diocese de Campina Grande no cenário da Igreja Católica e, em especial, da Igreja do Brasil. A responsabilidade do seu Bispo Diocesano é grande. Para corresponder à grandeza dessa missão e à confiança que o Papa depositou em mim, vou contar com o apoio do clero, ministros, agentes de pastoral, funcionários da diocese, membros das pastorais e movimentos, autoridades e instituições de promoção do bem comum. Vamos nos dar as mãos e trabalhar por uma Igreja viva, movida pelo Espírito Santo, no cumprimento da Palavra de Deus. São muitas as iniciativas da Igreja Diocesana de Campina Grande e vamos juntos trabalhar incrementando-as e nos empenhando em realizá-las. Na unidade, teremos forças para enfrentar os desafios que o Evangelho nos pede para os dias de hoje.Nestes tempos complexos e de profundas mudanças, temos como Igreja muitas preocupações, entre elas: realizar uma “Nova Evangelização”. A Igreja nos pede um enfrentamento consciente e vigoroso diante dos novos desafios. Estamos inseridos num mundo em transformações, em processo de mudanças. A Igreja, depositária do dom mais precioso que Deus deu à humanidade, tem a missão de partilhá-lo com todos os homens e mulheres: a Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo. É decisivo o modo como apresentamos o Evangelho neste tempo tão marcado pela cultura midiática.O conteúdo é a mensagem cristã, mas ele pode não ser acolhido se não for bem apresentado, na forma e na linguagem que as pessoas possam receber com entusiasmo. No tempo da comunicação a forma tem grande peso e termina influenciando a recepção da mensagem divina. É por isso que falamos em nova evangelização. Novos tempos, novas culturas, novas visões de mundo e, por tanto, faz-se necessário um novo jeito de anunciar Jesus Cristo.A Conferência Nacional da Igreja no Brasil (CNBB), na Assembléia de 2011, aprovou as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (2011-2015), indicando as cinco urgências: “Igreja em estado permanente de missão; Igreja: casa da iniciação à vida cristã; Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral; Igreja: comunidade de comunidades; Igreja a serviço da vida plena para todos”.As dioceses já estão trabalhando nessa perspectiva de “reconhecer-se em estado permanente de missão” a fim de cumprir o mandato do Senhor de anunciar o Evangelho a todas as pessoas, centrando o foco da sua ação evangelizadora, na iniciação para a vida cristã, na animação bíblica, na vida comunitária e nos compromissos da defesa da vida plena para todos.Está muito claro que toda ação da Igreja deve partir de Jesus Cristo como ficou expresso no objetivo geral das diretrizes: “Evangelizar, a partir de Jesus Cristo, na força do Espírito Santo”. Com este fundamento, podemos articular um bonito projeto de vida eclesial, visando formar comunidades cristãs, centradas no Evangelho e no testemunho feliz dos que optam por Cristo.Como religioso capuchinho, acompanha-me o espírito missionário, o sonho de construir fraternidade e de viver com simplicidade. Quero colocar-me a serviço da Diocese de Campina Grande com todo o meu ser, experiência de vida e conhecimentos adquiridos ao logo da minha existência. Tenho certeza de que é Deus que está me enviando a Campina Grande e que Ele me dará forças e inspiração para realizar o meu ministério episcopal.Confio na generosidade dos padres, religiosos, religiosas, seminaristas e agentes de pastoral. Estes irmãos e irmãs formam um exército qualificado de operários a serviço da Igreja. Vou contar com a amizade e disponibilidade de cada um deles.A Igreja diocesana é uma rede de comunidades paroquiais, movimentos, pastorais, comunidades novas e instituições. Sei que viver concretamente a fé numa comunidade é uma bênção única. Na comunidade nos identificamos como filhos e filhas de Deus e somos reconhecidos com tais. Estas comunidades serão acompanhadas com meu olhar de pastor.As pessoas de boa vontade, independente da crença que possuem, encontrarão em minha pessoa acolhimento e as mãos estendidas para trabalhar em prol da vida e da dignidade do ser humano.Irmãos, com estas breves palavras quero apenas apresentar-me, mostrando meus primeiros sentimentos com essa nomeação.Com as bênçãos de Deus, a intercessão de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da Diocese de Campina Grande, e a oração de todos, trabalharemos para edificar a obra de Deus, que é crer em Jesus Cristo e fazer a sua santa vontade.Abraço fraternalmente todo o Povo de Campina Grande e peço ao Senhor, pela intercessão da Imaculada Conceição, que faça descer sobre todos as bênçãos de Deus todo poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap.Bispo nomeado para Campina Grande

quarta-feira, 8 de agosto de 2012



DOM DELSON  

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebe, com alegria, a( nomeação de dom Manoel Delson Pedreira da Cruz como o novo bispo diocesano de Campina GrandPB). O Papa Bento XVI envia à Igreja no Brasil, mais uma vez, com particular bondade e carinho, um pastor. Ele deixa a diocese de Caicó (RN) e vai suceder dom Jaime Vieira Rocha, a quem ele sucedera também na atual diocese.

Dom Delson, como é conhecido, é baiano, capuchinho, licenciado em Letras e mestre em Comunicação social. Além desta formação acadêmica, do itinerário percorrido no ministério como sacerdote quando exerceu diversos serviços em sua ordem religiosa tanto como ministro provincial como no trabalho junto ao governo geral como Definidor Geral, ele tem sido um pastor exemplar nas comunidades para as quais foi enviado como bispo.
Seu lema episcopal, “Ide aos meus irmãos” (Jo 20,17), espelha disponibilidade e inspiração para todos nós, seus irmãos no episcopado, o clero e todo o povo de Deus. Fazemos, nesse espírito, os melhores votos de que esse tempo que se inaugura seja pleno de frutos para a expansão do Reino de Deus entre nós.
Unimo-nos às comunidades da diocese de Caicó que envia, com generosidade, dom Delson a outra porção da Igreja. E estamos juntos com à diocese de Campina Grande que aguardou, com esperança, a chegada do novo bispo e que, agora, celebra, com satisfação, a nomeação do seu pastor. Damos um abraço agradecido ao Pe. Márcio Henrique que tem prestado seu serviço como administrador diocesano e cumprimentamos dom Delson manifestando nossa fraterna acolhida.
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Moção Profética

Um menino, cinco pães e dois peixes

A Igreja reza pedindo que Deus redobre – “multiplique” – seu amor para conosco, para que, conduzidos por Ele, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos abraçar os que não passam. A administração dos bens sempre foi um desafio para a humanidade, tanto que os sistemas econômicos, a partir de visões diferentes, se alternam ou se complementam, numa busca incansável das respostas adequadas às necessidades humanas. No Evangelho, Jesus se ocupa, em seus ensinamentos, parábolas ou milagres, do tema dos bens a serem cuidados pela humanidade.
O fato da multiplicação de pães e peixes, milagre realizado por Jesus e narrado pelos quatro evangelistas, é carregado de ensinamentos, fonte inesgotável para a vida cristã em todos os tempos. São João no-lo descreve com grande riqueza de detalhes (Jo 6,1-15), reportando no mesmo capítulo em que o descreve como um dos “sinais”, o discurso a respeito do Pão da Vida, no qual o Senhor confronta seus próprios discípulos com a escolha decisiva que também orientará a vida de todos os homens e mulheres que viessem a acolher a Boa Notícia do Evangelho, no correr dos séculos. De forma muito clara, abre ainda as mentes e os corações para o milagre cotidiano, com o qual o Senhor se faz presente na Eucaristia.
Dentre tantas riquezas da Multiplicação de Pães, podemos voltar os olhos para aquele menino que ofereceu a “contrapartida” para que o Senhor realizasse o milagre. As crianças nem eram contadas, tanto que o número de cinco mil homens pode ser multiplicado, pelas mulheres e crianças certamente presentes ao episódio da multiplicação. Jesus acolhe quem nem mesmo vale para a sociedade de seu tempo, recolhe o pouco que pode ser oferecido e multiplica. O cristianismo aprendeu desde cedo com o seu Senhor e Mestre a verdade da partilha, ponto de partida para a intervenção da graça, que efetivamente multiplica o que se pode oferecer, do menor ao maior, para chegar a todos, que podem entrar cada dia numa igreja, ter os olhos voltados para o altar e ali aprenderem a lição perene da multiplicação.
Muitas vezes cantamos “sabes, Senhor, o que temos é tão pouco para dar, mas este pouco nós queremos com os irmãos compartilhar”. As desculpas são muitas, pois um não possui nem mesmo moedas, outro não tem ideias, aquele não tem coragem e a muitos falta a criatividade ou a iniciativa. O apelo suscitado pelo Evangelho é a uma mudança que se pode chamar “cultural”. A cultura cristã tem a marca do “dar” e do “receber”, capacidade de oferecer o que se tem de melhor, mesmo que sejam os pães e os peixes do menino, as duas moedas da viúva pobre, o óleo perfumado da mulher pecadora ou a vida daqueles doze homens chamados por Jesus para começar tudo. Lições de Economia, Administração, Matemática! Voltemos à velha “tabuada”.
Tabuada de um! Para Deus vale o que você tem. Uma é a vida a ser oferecida. A chance que lhe é oferecida é irrepetível. Você pode gastá-la para ser feliz, olhando para Deus, que só sabe amar e oferecer-se neste amor infinito. Houve um homem, bem conhecido meu, aliás, meu pai, discreto e silencioso, tímido, mas do qual soubemos, após sua morte, ter dado bolsas de estudo a muitas pessoas pobres. O que fez com a mão direita, nem a esquerda soube, mas Deus fez aparecerem os testemunhos, quando já tinha sido chamado para junto dele.
Tabuada de dois! Olhe ao seu redor, pois é sempre possível compartilhar e ao mesmo tempo receber muito dos outros. Pertinho de você existem pessoas amigas, há ouvidos abertos para escutar e ao mesmo tempo gente que espera uma palavra que pode ser a sua. Comece no diálogo com a pessoa que se assenta ao seu lado num transporte coletivo, ou quem está perto numa das muitas filas a serem enfrentadas. Ofereça escuta, gestos, atenção, bens materiais. Saiba receber com humildade e simplicidade. E vale a pena lembrar que bastam dois reunidos em nome de Jesus, que se amem mutuamente, para que Ele esteja presente.
Tabuada de cinco! Os dons de Deus são irrevogáveis e infinitamente desproporcionais às nossas capacidades e eventualmente pequenas ofertas. Basta verificar a quantidade de obras sociais nascidas do Evangelho no coração da Igreja, para ver o quanto os meios pobres, mas bem administrados, são orvalhados pela graça. Quantos são os filhos sem nome ou sem genitores conhecidos que foram acolhidos. E a presença no campo da educação! Escute o que têm a dizer as muitas iniciativas de caridade. Conheça o que faz a Cáritas Arquidiocesana de Belém, abra seus olhos para ver que nossa pobreza se faz riqueza, para que o que tem muito não tenha sobra e o que tem pouco não tenha falta. Onde houver um cristão de verdade, esteja presente o milagre da multiplicação! Um, dois, cinco, mil. Uma contabilidade nova! As contas de Deus serão sempre maiores, porque são do tamanho da eternidade.

 Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano de Belém

Quem sou eu

Minha foto
Somos um movimento eclesial, isto é, um jeito da igreja se manifestar. Queremos semear por todos os cantos da terra a cultura de Pentecostes. Renova os teus prodígios em nossa diocese. "Veni, spiritus creator"