sábado, 26 de maio de 2012


                               O SENTIDO DO PENTECOSTES

Para entendermos o verdadeiro sentido da Solenidade de Pentecostes, precisamos partir do texto bíblico que nos apresenta na narração: "Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua" (At, 2, 1-6). Essa passagem bíblica apresenta o novo curso da obra de Deus, fundamentada na Ressurreição de Cristo, obra que envolve o homem, a história e o cosmos.

O Catecismo da Igreja Católica diz que: "No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da Sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito" (CIC, n. 731).

Nessa celebração somos convidados e enviados para professar ao mundo a presença d'Ele [Espírito Santo]. E invocarmos a efusão do Espírito para que renove a face da terra e aja com a mesma intensidade do acontecimento inicial dos Atos dos Apóstolos sobre a Igreja, sobre todos os povos e nações.

Por essa razão, precisamos entender o significado da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade: "O termo Espírito traduz o termo hebraico Ruah que, na sua primeira acepção, significa sopro, ar, vento. Jesus utiliza precisamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a novidade transcendente d'Aquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito Divino. Por outro lado, Espírito e Santo são atributos divinos comuns às Três Pessoas Divinas. Mas, juntando os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam a Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com os outros empregos dos termos espírito e santo" (CIC, n. 691).

A Solenidade de Pentecostes é um fato marcante para toda a Igreja, para os povos, pois nela tem início a ação evangelizadora para que todas as nações e línguas tenham acesso ao Evangelho e à salvação mediante o poder do Espírito Santo de Deus.

O Papa Bento XVI fala sobre esse processo de reunificação dos povos a partir de Pentecostes: "Tem início um processo de reunificação entre as partes da família humana, divididas e dispersas; as pessoas, muitas vezes, reduzidas a indivíduos em competição ou em conflito entre si, alcançadas pelo Espírito de Cristo, abrem-se à experiência da comunhão, que pode empenhá-las a ponto de fazer delas um novo organismo, um novo sujeito: a Igreja. Este é o efeito da obra de Deus: a unidade; por isso, a unidade é o sinal de reconhecimento, o 'cartão de visita' da Igreja no curso da sua história universal. Desde o início, do dia do Pentecostes, ela fala todas as línguas. A Igreja universal precede as Igrejas particulares, as quais devem se conformar sempre com ela, segundo um critério de unidade e universalidade. A Igreja nunca permanece prisioneira de confins políticos, raciais ou culturais; não se pode confundir com os Estados, nem sequer com as Federações de Estados, porque a sua unidade é de outro tipo e aspira a atravessar todas as fronteiras humanas" (Bento XVI, Homilia na Solenidade de Pentecostes, 23 de maio 2010).

Temos necessidade do Espírito Santo Paráclito no nosso tempo: Veni, Sancte Spiritus!
Padre Reinaldo 
Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 24 de maio de 2012


Encontro de Ministérios

021A formação para ministérios, dentro da RCC, tem sido bastante incentivada. A RCC CG vem trazendo para a vida do movimento, momentos de aprofundamento e formação para seus servos ministériados. Com isso, queremos convidar a todos os Grupos de Oração da RCC Campina Grande a participar de mais um encontro para ministérios, que acontecerá no dia 10 de junho, a partir das 8h da manhã na Igreja do Rosário. Esse momento será direcionado para os Ministérios de Música e Artes, Intercessão, Pregação e Universidade Renovadas. Contamos com a presença de todos os servos ministériados!
Qualquer dúvida, entre em contato conosco!

Ministério de Comunicação da RCCCG.

quarta-feira, 23 de maio de 2012


À espera de Pentecostes: Dons de Poder ou carismas das obras

No ano em que o Movimento se une para “apascentar as ovelhas” do Senhor, o aprofundamento e a prática de elementos essenciais da nossa espiritualidade são colocados em evidência para que o pastoreio aconteça com fortes marcas da identidade carismática. Com esse intuito, a programação das manhãs do Encontro Nacional de Formação 2012 contou com pregações e fortes momentos de oração sobre o tema Carismas. Finalizando nossa série sobre Carismas, em preparação à Festa de Pentecostes vejamos a pregação da terceira e última manhã do ENF 2012, publicada na edição nº 73 da Revista Renovação.
À espera de Pentecostes:  Dons de Poder ou carismas das obras
É inegável , estamos vivendo um tempo especial de graça em nosso Movimento, tempo em que Deus tem derramado uma unção especial sobre nós e nos impulsiona a dar a vida pelo anúncio profético da sua Palavra. Esse também é um tempo oportuno para vivermos o exercício dos carismas em nossa vida de oração pessoal, na vida familiar -e nos nossos Grupos de Oração. A vivência dos carismas faz parte da nossa identidade, do nosso rosto e nós precisamos fazer uso desses presentes que Deus nos deu. Os carismas das obras são, de fato, sinais da ação poderosa de Deus nas nossas vidas e nunca é demais saber sobre eles.
Para compreender bem o dom da fé podemos fazer três divisões: fé teologal, fé virtude e fé carismática.  A fé teologal é aquela em que a pessoa acredita que Deus existe e nas verdades da Igreja.  Já fé virtude faz o homem confiar plenamente na realização das promessas de Deus e a viver os ensinamentos de Deus por amor e não como obrigação. Por fim, a fé carismática é aquela fé expectante, que opera maravilhas pelo poder do nome de Jesus, que até mesmo é  capaz de fazer obras maiores do que o próprio Senhor fez (Jo 14,12).
Exercitar a fé carismática é acreditar antecipadamente na graça de Deus agindo. É aquela certeza que Deus pode intervir, ainda que eu não veja imediatamente o fruto da oração. Ao me preparar para falar sobre esse tema no ENF 2012, entendi um pouco mais sobre a fé através da figura de um telefone celular. Quando esse aparelho não está exercendo sua função que é de telefonar, mandar mensagem de texto ou realizar outras operações, ele está em stand by e não serve para nada. Dessa mesma forma podemos olhar para os Grupos de Oração. Muitos deles estão estagnados e não estão exercendo sua função. Precisamos “tirar a nossa fé do stand by ”para que nossos Grupos sejam aquilo que Deus os criou para ser.
Cura
O dom da cura foi-nos conferido pelo próprio Jesus quando nos envia com o mandato missionário (Mc.16,15-18). A cura se faz necessária desde que o homem rompeu com Deus, pelo pecado das origens, o plano que Ele tinha para nós. Precisamos de cura física, espiritual e emocional, cura das doenças, cura dos traumas e libertação do mal. Todos nós temos traumas e todos nós precisamos ser curados. Há muita necessidade de cura em nossos Grupos de Oração. Estamos amarrados e não conseguimos caminhar direito por conta desses traumas. Por isso, o primeiro passo é promover a cura dos servos, cuidando das ovelhas do Senhor.
Diferente do que alguns pensam, exercer o dom da cura é para todos nós, pois a graça é garantida pelo poder do nome de Jesus e não depende de habilidades pessoais. Entretanto, é de extrema importância que usemos o dom com responsabilidade, equilíbrio e organização. Isso significa adquirir conhecimento, estudar sobre o tema para depois estar preparado adequadamente.
Milagres
Os milagres são a intervenção extraordinária de Deus na vida humana. Eles atestam que Deus está realmente presente no meio do seu povo e são consequência do exercício da fé carismática. Diferentemente da cura, que pode acontecer também com o auxílio da medicina,os milagres ocorrem quando não há mais possibilidades de um quadro ser revertido pela ciência. Podemos vivenciar milagres no hoje da nossa vida e o lugar privilegiado para isso é o nosso Grupo de Oração.
Encontros grandes, eventos nacionais e internacionais são ótimos, mas onde os milagres precisam acontecer é dentro de nossos Grupos.
O tempo que Deus escolheu para nós é este. Se Ele nos chamou a vivê-lo é porque quer nos dar todos os seus dons. Clamemos e veremos a glória de Deus.  Apascentemos as ovelhas do Senhor com prodígios, milagres e sinais!
Por Frantieska Rangel
Coordenadora Estadual do Ministério de Pregação – ES
Grupo de Oração Emmauel

terça-feira, 15 de maio de 2012


Vidas dedicadas!

O artigo abaixo foi retirado da Revista Renovação, edição nº 73. Acompanhe a Palavra do Presidente, inspirada no Evangelho de São Mateus 25, 15-30.
No evangelho de Mateus (25,15-30) há uma parábola por meio da qual Jesus apresenta três administradores. Cada qual, de acordo com suas capacidades, recebeu quantias diferentes de talentos e com eles deveriam conduzir os negócios de determinado senhor. Passado algum tempo, dois dos administradores conseguiram duplicar os valores  recebidos, enquanto o terceiro apenas escondeu a sua parte, sem nada conseguir.
O que aconteceu?
Uma leitura mais atenta nos revelará muitos detalhes, por isso, especialmente nesta época, em que as pessoas são cada vez mais avaliadas pelos resultados quantitativos de suas realizações, temos de tomar cuidado para não reforçar tal tendência desumanizante. Certamente, a história quer nos ensinar aspectos mais profundos de nossa relação com o chamado que Deus faz a cada um nós e o nível de nosso compromisso. Portanto, aos que reduzem a leitura à simples obtenção de resultados, lembraríamos uma outra história, que Jesus também contou, em que vários operários são contratados em diferentes momentos do dia e mesmo assim o último deles recebeu o salário de um dia inteiro (Cf. Mt 20, 1-16). Não se trata, portanto, da simples busca de resultados.
Sendo assim, voltemos à parábola dos talentos. O que aconteceu ali? Por que há uma diferença nos resultados? Muito simples, os dois primeiros administradores eram pessoas dedicadas!Eles trabalharam, se esforçaram e foram zelosos com os bens que receberam.
A história nos relata que as suas capacidades foram consideradas no momento da distribuição das moedas. O senhor, descrito na parábola, os conhecia, sabia o que podia obter de cada um. Os dois primeiros acreditaram que poderiam multiplicar o que tinham e não tiveram medo; o terceiro não acreditou que seria capaz, pelo contrário, ficou com medo e preferiu esconder o que recebeu.
A dedicação é uma atitude que envolve devoção, afeição ao que fazemos. Num tempo em que somos chamados a revitalizar nosso modo de sermos católicos e nossas opções pessoais pelo Senhor (Cf. Doc. Aparecida n. 13), cabe avaliarmos com qual nível de entrega temos respondido a essa convocação.
Quando estamos com nossas vidas dedicadas ao Senhor, estamos tão envolvidos, que acordamos e dormimos pensando nisso. Os obstáculos e dificuldades não nos intimidam, pelo contrário, nos revigoram, pois temos uma convicção interior de que o Senhor, ao nos confiar uma missão, conhece quem somos, o que sabemos fazer e dispensa recursos, investe em cada um para podermos realizar sua vontade neste mundo.
Nossa dedicação, portanto, se fundamenta na confiança que Ele depositou em nós. Isso revigora nossa fé e nos leva a gastar nossas vidas no chamado recebido, nos sentimos gratos e queremos retribuir, multiplicando os bens que temos que administrar.
Que o Senhor, também nestes dias de tantos projetos que acompanham a vida de nosso Movimento, possa dar a cada membro da RCC um entendimento mais profundo sobre o nível de dedicação ao que lhe foi confiado.

Fraternalmente,

Marcos Volcan
Presidente do Conselho Nacional da RCCBRASIL

terça-feira, 8 de maio de 2012


Amai-vos como Eu vos amei

O amor é um sentimento? Envolve, sim, os sentidos, mas na compreensão cristã, que perpassa a Sagrada Escritura e a experiência secular da Igreja, é muito mais do que um sentimento. Antes, é um ato de inteligência e de vontade. Basta recordar a realidade do martírio, presente em toda a história da Igreja, na qual alguém se dispõe a superar o instinto primordial de defesa da própria vida, para entregá-la pelo bem dos outros, como resultado de sua escolha de vida no seguimento do Evangelho. Existem também situações de pessoas que, mesmo sem conhecimento do Evangelho, chegam a entregar-se pelo bem dos outros, pela causa da vida e da dignidade humana. Tais gestos fazem compreender a possibilidade de uma escolha radical, que orienta todas as energias humanas para o que não se vê nem se pode comprovar, senão pelo testemunho!
“Ouve, Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. E trarás gravadas no teu coração todas estas palavras que hoje te ordeno. Tu as repetirás com insistência a teus filhos e delas falarás quando estiveres sentado em casa ou andando a caminho, quando te deitares ou te levantares” (Dt 6,4). A primeira e decisiva opção na vida há de ser esta, como uma veste interior, que envolve e orienta todas as outras decisões: escolher Deus como tudo da própria existência.
O resumo da lei de Deus, expressa o Decálogo, se encontra na lapidar afirmação: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Mas foram necessários muitos séculos e, mais do que tudo, a revelação que vem do alto, para que tal mandamento viesse a ser compreendido. Aliás, foi preciso que o Pai do Céu enviasse seu Filho, como vítima de reparação por nossos pecados, para a humanidade entender o amor (1 Jo 4,7-10) e sua medida, que é justamente amar sem medida.
O amor ao próximo suscitou muitas perguntas. Afinal, o próximo é quem está perto de mim? Para povos que vagavam por desertos ou se sentiam ameaçados pelos potenciais inimigos, o estrangeiro é também próximo? Como tratar quem é diferente e incomoda? Jesus Cristo, amor do Pai que se faz carne no meio da humanidade, aproxima o amor do próximo ao amor de Deus, dizendo que o segundo é semelhante ao primeiro mandamento! Próximo vem a ser, para o Senhor, aquele de quem nos aproximamos e não apenas quem vem pedir qualquer ajuda: “Na tua opinião – perguntou Jesus –, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze tu a mesma coisa” (Lc 10, 36-37). Conhecemos o verdadeiro Bom Samaritano, o próprio Jesus, que veio percorrer as estradas do mundo, tomando a iniciativa de vir em socorro da humanidade.
Mas Jesus guarda a pérola de seu amor a ser revelada no ambiente especial da última Ceia: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15, 12-13). Aqui está um ponto de chegada, nascido do alto e que antecipa a realidade do Céu aqui na terra! Somos feitos para esta qualidade de amor!
Ainda que devamos amar a todos, sem distinção, cada cristão é chamado a ter um espaço de convivência, no qual possa declarar, com gestos e palavras, sua disposição para dar a vida e receber a vida doada. Nisto todos conhecerão que somos discípulos de Cristo (Jo 13,35). Pode ser a família, e quem dera que nossas famílias chegassem a esse ponto! Pode ser a experiência de uma Comunidade cristã viva, e para lá havemos de caminhar. Uma amizade sincera e pura proporciona esta declaração de amor. É uma potência indescritível de transformação da vida das pessoas. É necessário olhar ao nosso redor, pois existem, sim, pessoas, comunidades e grupos que oferecem este testemunho!
Nos mistérios da Páscoa, celebrados pela Igreja, Deus nos dá de presente esta capacidade de amar. De nossa parte, resta corresponder aos dons de Deus (Cf. Oração do dia do VI Domingo da Páscoa). Cada resposta e cada ato de amor a Deus e ao próximo contribuirão para que o mundo, sem deixar de ser mundo, seja mais parecido com o Céu!
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano de Belém

sexta-feira, 4 de maio de 2012


O que nos leva a fabricar ídolos

O QUE NOS LEVA A FABRICAR ÍDOLOS
Eu acredito que quando recebemos uma profecia, ela não se esgota até que tenha cumprido com o seu propósito na vida de quem se destina. Portanto, as profecias e moções que recebemos para a RCC podem levar muitos anos até se cumprirem na vida de todos. Enquanto não se cumprem, a graça, a unção que elas carregam continua atual e presente.
No ano de 2007, recebemos aquela profecia que dizia: “O que quero de vocês é revisão de vida e que renunciem aos desajustes. Quero que voltem a esperar milagres e a enfrentar os problemas de sua vida com fé”. No ano passado, o Senhor nos dava, em oração, o salmo 113 (ou 115 do texto Hebraico) que fala da fabricação de ídolos. Juntamente com o salmo, recebemos uma palavra de exortação que falava da necessidade de arrancarmos, excluirmos de nossa vida os ídolos que fabricamos e cultuamos. Depois de orarmos em línguas por 10 minutos, pedindo ao Espírito Santo um direcionamento sobre essa exortação, discernimos que o que nos leva a fabricar ídolos é a fuga da realidade, o não querer ou não ter coragem de olhar para a nossa vida como ela é, não querer admitir que temos problemas pessoais, porque idealizamos a nós mesmos. Por ação do Espírito ficou muito claro para nós que todos nós pecamos a ao fugir dessa realidade não permitimos que Deus nos torne pessoas melhores. Portanto, existe uma necessidade urgente de enfrentarmos nossas fraquezas, de caráter, de personalidade, de comportamento. Temos que pedir que o sol da justiça de Deus se erga sobre nós, para que iluminados pela sua justiça, nós olhemos para as nossas ações e tenhamos a coragem de mudar.
Conforme Eclo.33, 7-15, O Senhor nos exalta e nos humilha segundo o seu juízo, podemos optar pelo bem ou pelo mal, pela vida ou pela morte, por sermos justos ou pecadores e, conforme a nossa opção, seremos retribuídos.
A profecia que nos chama à mudança de vida, à coragem de enfrentar nossos problemas ainda não se esgotou. Aqueles que derem uma resposta a esse apelo do Senhor  poderão contar com a graça de mudança, a graça da coragem, a graça da perseverança que essa profecia encerra e, mais importante ainda,   terão suas preces respondidas e  sua vida sanada.
Façamos do clamor dos cegos de Jericó a nossa jaculatória: “Senhor, que nossos olhos se abram”, para que Deus nos dê a sua visão, para que O sigamos e não às vaidades e sonhos de nossos corações pecadores, e que pela sua bondade e compaixão o Senhor nos permita enxergar os caminhos da justiça.
Existem tantos de nós desanimados e entristecidos. O que nos entristece é o pecado, o que traz alegria e paz  é a conversão a Jesus Cristo, o único que enche de propósito e  de significado a nossa vida.


Maria Beatriz Spier Vargas
Secretária geral do Conselho Nacional da RCCBRASIL

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Somos um movimento eclesial, isto é, um jeito da igreja se manifestar. Queremos semear por todos os cantos da terra a cultura de Pentecostes. Renova os teus prodígios em nossa diocese. "Veni, spiritus creator"