sexta-feira, 2 de março de 2012

Compromissados com a vida

Os carismáticos empenharam-se, em cada canto do País, coletando assinaturas nos Grupos de Oração, nos Encontros de Oração e Formação, nos Seminários de Vida no Espírito Santo, nos Congressos Diocesanos, Estaduais e Nacionais da Renovação Carismática Católica. Trabalho de formiguinhas, que exigiu de cada colaborador muita perseverança e entusiasmo, não se curvando perante as dificuldades e questionamentos surgidos.

Foi a primeira manifestação popular coordenada pelo Movimento. Percebemos que não foi fácil a sua conclusão, mas verificamos, em nosso povo, a capacidade de mobilização tanto pela vida, como por outros direitos da sociedade brasileira que estão ameaçados. Por isso, precisamos efetivar este trabalho levando ao conhecimento dos deputados federais e senadores a vontade da coletividade, para que não sejam impostas ao povo ideologias partidárias, leis iníquas ou interesses de corporações, em um país com dimensão continental, em que muitos eleitores têm educação alicerçada em princípios cristãos.

Em um país democrático, a vontade do povo deve prevalecer

A luta deve prosseguir, pois a vida continua sendo ameaçada. Leis querem restringir a sociedade de suas obrigações por um meio ambiente sustentável e equilibrado para as gerações presentes e futuras. Algumas minorias fazem muito barulho para se regulamentar iniquidades, impondo à sociedade brasileira antivalores que destroem a família. Os idosos são desvalorizados; abandonando-os em asilos se despreza toda a experiência adquirida por eles. Os portadores de deficiências não têm seus direitos respeitados pela sociedade, tendo em vista que as leis não são implementadas e a maioria dos cidadãos age como se fossem ilesos a situações idênticas por acidentes ou enfermidades. A política deixa de investir no bem comum, defendendo interesses corporativos em detrimento da vida no planeta.

A vida é ameaçada cotidianamente com leis de trânsito não cumpridas pelos cidadãos, com o patrimônio público dilacerado pela corrupção, com orçamentos exíguos em prol da saúde e da educação da população brasileira, com profissionais da saúde impossibilitados de trabalhar dignamente por falta de condições mínimas, o que gera mortes prematuras de pessoas em filas nos hospitais aguardando atendimento. A maioria da população não tem acesso à escola pública de qualidade, sendo privada de ingressar na universidade, vivendo do subemprego, sem direitos garantidos, tornando-se massa de manobra dos poderosos, sem voz e sem vez.

Portanto, apenas iniciamos nosso povo na ação democrática, ensaiando-o para novas manifestações populares, visando demonstrar ao Poder Público que este está a serviço do povo naquilo que ele precisa e não no que os dirigentes imaginam necessitar. Com a manifestação do povo, o Governo tem maior capacidade de servi-lo, aplicando verbas públicas no que realmente é interesse da coletividade. Porém, é bom frisar que nossas manifestações públicas devem ser sempre pacíficas e permeadas pelo amor a Deus e ao próximo, sem afrontas e agressões, para que realmente tenhamos coerência entre a fé que professamos e a fé vivenciada em nossas atitudes do dia-a-dia.

Encontremos em nossa espiritualidade pentecostal – Cultura de Pentecostes - o equilíbrio entre o intimismo e o ativismo para que tenhamos os subsídios necessários para o exercício de uma cidadania pacífica e consciente dos direitos e deveres garantidos pela Constituição Brasileira.

Marizete Martins Nunes do Nascimento

Presidente da Associação Servos de Deus em Goiânia-GO

Membro do Ministério de Promoção Humana da RCCBRASIil



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